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Memória19/06/2019 | 07h00Atualizada em 19/06/2019 | 07h00

A trajetória da antiga Malharia Nilza

Empresa foi fundada em 1947 e seguiu com atividades até 1995

A trajetória da antiga Malharia Nilza Studio Geremia / Acervo de família, divulgação/Acervo de família, divulgação
Funcionárias junto aos teares da Malharia Nilza por volta de 1960 Foto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação / Acervo de família, divulgação

Uma das empresas que fortaleceram o setor têxtil de Caxias do Sul a partir do final da década de 1940, a Malharia Nilza tem sua trajetória recordada a partir de um precioso álbum de fotografias mantido pela família de um de seus antigos diretores, o senhor Nery Jellicoe Alquati, mais conhecido por Zedir. 

A história da firma remete a março de 1947, quando as primeiras peças começaram a ser fabricadas em uma dependência nos fundos da casa de dona Clari Alquati Antoniazzi – Nilza, filha de Clari, tinha cinco anos e acabou por dar nome ao empreendimento. Surgia, assim, devidamente registrada em 1948, a Malharia Nilza, tendo como sócios Clari Alquati Antoniazzi, Antonio Alquati, Mario Santo Piva e René Honorato Coulon. 

Localizada na Rua Vinte de Setembro, 2.448, próxima ao Bombeiros, a fábrica ganhou novos societários em 1951. Foi quando entraram Abramo Pezzi e Nery Jellicoe Alquati. Nery, ou melhor, seu Zedir, assumiu a direção em 1954, permanecendo até 1982, quando faleceu. A partir daí – e com a saída de dona Clari da sociedade, em 1984 –,  a esposa Elsa Fasoli Alquati seguiu à frente do negócio, juntamente com as filhas Siana Alquati Aita e Mariana Alquati Bisol e os genros.

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Tecelagem ficava no subsolo da malharia, na Rua Vinte de SetembroFoto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação
A primeira máquina circular adquirida pela malhariaFoto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação
Ensaio do Studio Geremia destacou o cotidiano da firmaFoto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação

Aniversário em 1957

Em 1957, quando celebrou 10 anos de fundação, a empresa foi incluída no álbum Caxias do Sul – A Metrópole do Vinho, lançado às vésperas da Festa da Uva de 1958. O texto destacava a modernidade do empreendimento e seu maquinário, conforme reproduzido abaixo:

"Instalada em amplo e moderno edifício próprio e equipada com 20 teares automáticos e semiautomáticos, dando ocupação a mais de 45 operários especializados, a Malharia Nilza Ltda conquistou um lugar de destaque. Não só pela maquinaria moderníssima com que adaptou sua organização, como pela magnífica linha de artigos de malhas, em fino acabamento, que desde o início mereceu a melhor aceitação nas praças onde são colocados à venda." 

São dessa época os registros ao lado, integrantes de um ensaio produzido pelo lendário Studio Geremia nas dependências da malharia: a tecelagem, no porão, e a costura, no primeiro pavimento.

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Ensaio do Studio Geremia destacou o cotidiano da firmaFoto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação
A seção de costura da Malharia Nilza em 1960Foto: Studio Geremia / Acervo de família, divulgação

As coleções

Elsa Fasoli Alquati atuou ao lado do marido desde o início da sociedade e, juntamente com Milânia Denicol Fiorentini, ficou responsável pelas coleções da malharia por 28 anos. Ela também teve o acompanhamento das filhas Siana e Mariana nas criações. Dona Siana recorda, inclusive, do primeiro desenho de uniformes escolares: 

– Foi para o Colégio Presidente Vargas.

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Malharia Nilza foi destacada no livro "Caxias do Sul - A Metrópole do Vinho", em 1957Foto: Rodrigo Lopes / Especial
Foto: Rodrigo Lopes / Especial

Memória preservada

A Malharia Nilza encerrou as atividades em 1995, mas as memórias seguem. Os antigos funcionários, juntamente com os casais Aita, Bisol e a senhora Nilza Antoniazzi, reúnem-se anualmente para um almoço de confraternização.

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