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Memória23/09/2016 | 11h00Atualizada em 23/09/2016 | 11h14

Inauguração do novo Pastifício Caxiense em 1963

Empresa do bairro São Pelegrino até hoje é lembrada pelos clássicos Biscoitos Pérola e pelas Massas Alimentícias Diana

Inauguração do novo Pastifício Caxiense em 1963 Studio Geremia/acervo de família,divulgação
Inauguração das novas instalações do Pastifício Caxiense: o grupo junto à estampadeira da fábrica de biscoitos, com o sr. Ernesto Dannenhauer (masseiro, à frente), o prefeito Armando Biazus, o sócio proprietário Ítalo Dal Pont e o padre Eugênio Giordani.  Foto: Studio Geremia / acervo de família,divulgação

Um dos estabelecimentos mais tradicionais do bairro São Pelegrino, o Pastifício Caxiense até hoje é lembrado por quem consumiu dois clássicos da gastronomia local: os Biscoitos Pérola e as Massas Alimentícias Diana – aliás, quem não lembra do gostoso cheiro de biscoito percebido desde a Rua Feijó Jr. e seus arredores?

A história do lugar remete ao início dos anos 1950, quando o empresário Martino Dal Pont e os filhos Ary, Dino e Ítalo alugaram uma padaria localizada na Rua Os Dezoito do Forte, pertencente ao Moinho Germani, com a intenção de fabricar massas e biscoitos. Em pouco tempo, o sucesso do negócio impulsionou a transferência da fábrica para a Rua Feijó Jr., em frente a atual Galeria Arte Quadros.

Já em 1954, a empresa mudou-se para outro ponto da via, exatamente onde, nove anos depois, surgiria o novo e amplo prédio, marcando o início do período áureo da empresa. Nas fotos acima e abaixo, alguns momentos da inauguração das novas instalações, em dezembro de 1963. O sócio-diretor Ítalo Dal Pont e um funcionário demonstram o funcionamento do maquinário aos convidados da solenidade, entre eles o Padre Eugênio Giordani e o prefeito Armando Biazus. 

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A prensa de talharim sendo conferida pelo empresário Ítalo Dal Pont, o Padre Eugênio Giordani e o prefeito Armando Biazus. Foto: Studio Geremia / Acervo de família,divulgação
Anúncio do pastifício em 1963 Foto: Reprodução jornal Caxias Magazine / Centro de Memória da Câmara de Vereadores de Caxias do Sul,divulgação
Estande do Pastifício Caxiense na Festa da Uva 1961, no pavilhão da Rua Alfredo Chaves. Na foto, Dino Dal Pont, o presidente Jânio Quadros, a esposa Eloá Quadros e o governador do RS, Leonel Brizola.  Foto: Studio Geremia / acervo de família,divulgação

Acervo preservado pela família Dal Pont

As imagens desta página integram o acervo particular da família de Maria Beatriz Dal Pont. Filha de Dino Dal Pont, Beatriz é chef de cozinha e pesquisadora na área da gastronomia. Em um artigo escrito especialmente para a reportagem de capa do Almanaque deste final de semana, ela aborda a ancestralidade do trigo e a simbologia do pão ao longo da história – um tema intrinsecamente ligado à sua trajetória familiar.

Na imagem abaixo, vemos a adolescente Bea (à esquerda) no estande do Pastifício Caxiense durante a Festa da Uva de 1969. Na sequência estão a princesa Ana Cristina Rodrigues, o governador do RS, Perachi de Barcellos, o ex-prefeito Victorio Trez (encoberto), a rainha Elizabeth Menetrier, os empresários Willy Sanvitto, Dino Dal Pont (pai de Bea), Luiz Gazola (encoberto) e Ary Dal Pont. De costas, o então Ministro dos Transportes do governo Costa e Silva, Mario Andreazza. 

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Maria Beatriz Dal Pont (à esquerda) e o pai, Dino Dal Pont (de óculos) no estande do Pastifício Caxiense na Festa da Uva de 1969. Foto: Studio Beux / Acervo de família,divulgação
Estande do Pastifício Caxiense na Festa da Uva de 1965. Na foto, a partir da esquerda, o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, o empresário Ottoni Minghelli (presidente da festa), o juiz Aloísio Maia Barbosa e o sócio-diretor Dino Dal Pont.  Foto: Studio Geremia / Acervo de família,divulgação

Carro alegórico na Festa da Uva de 1965

Uma casa diferente foi o mote para o antigo Pastifício Caxiense homenagear a colonização italiana na Festa da Uva de 1965. Há 50 anos, a empresa levou para a Sinimbu uma lúdica alegoria em formato de bota, representando o país de origem de diversas gerações de consumidores, conforme vemos nas duas imagens abaixo.  

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O carro do Pastifício desfilando pela Sinimbu, em 1965, com várias crianças da família Dal Pont, entre elas Maria Beatriz Dal Pont (acenando, ao centro) Foto: Hildo Boff / acervo pessoal de Ricardo Boff,divulgação
Carro alegórico destacava os Biscoitos Pérola, um dos clássicos produzidos pela empresa. Foto: Hildo Boff / acervo pessoal de Ricardo Boff,divulgação

Parceria

Informações desta coluna são uma colaboração de Maria Beatriz Dal Pont e de Tânia Tonet, Charles Tonet e Ana Seerig, autores do livro São Pelegrino Quem Te Viu... Quem Te Vê...

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