Irmãos Paranhos Antunes visitam Caxias do Sul em 1952  - Cidades - Pioneiro

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Memória14/07/2016 | 06h41Atualizada em 14/07/2016 | 13h27

Irmãos Paranhos Antunes visitam Caxias do Sul em 1952 

Jornalista Duminiense Paranhos Antunes, pai do colunista social Christiano Carpes Antunes, escreveu os livros "Documentário Histórico de Caxias do Sul" (1950) e "A Metrópole do Vinho" (1958) 

Irmãos Paranhos Antunes visitam Caxias do Sul em 1952  Ver Descrição/Ver Descrição
Em 1952: Deoclécio (de boina preta) aparece ao lado do então prefeito Euclides Triches (ao centro, de chapéu e sobretudo), enquanto Duminiense está à direita, com seu inseparável óculos escuros Foto: Ver Descrição / Ver Descrição

Os irmãos Paranhos Antunes - Deoclécio e Duminiense -, ambos gaúchos de Rio Pardo, têm em comum o fato de terem sido historiadores e nascido no mês de julho. Deoclécio, o mais velho, nasceu em 4 de julho de 1902, dedicando-se à carreira militar - ele iniciou como soldado em 1921, chegando ao posto de general de divisão, em 1956. Assinava suas pesquisas históricas e seus trabalhos literários como De Paranhos Antunes.

Entre suas publicações estão Ideias Heterogêneas e Contraditórias (1932), Episódios e Perfis de 1835 (1935), Antônio Vicente da Fontoura - Embaixador dos Farrapos (1935), Limites e Povoamento do Brasil Meridional (1937), Um Capitão do Exército na Guerra do Paraguai ( 1944), entre muitos outros. Deoclécio também integrou a Academia Rio-Grandense de Letras e a Alagoana e ocupou a cadeira 17 do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil. Ele morreu em 1962.

Já seu irmão Duminiense, que assinava D. Paranhos Antunes, nasceu em 6 de julho de 1909, foi servidor público, jornalista e historiador, publicando dezenas de trabalhos em jornais gaúchos. A partir dos anos 1940, também lançou os livros As vítimas do Vício (1946), Sombras que Ficam (1946) e Rio Pardo _ Cidade Monumento (1946), além de duas publicações emblemáticas de Caxias: o Documentário Histórico de Caxias do Sul (1875-1950), sobre a história e a evolução da cidade, e A Metrópole do Vinho (1958). Ele morreu em 1984.

Na imagem acima, os irmãos Paranhos em visita a Caxias do Sul, por volta de 1952. Deoclécio (de boina preta) aparece ao lado do então prefeito Euclides Triches (ao centro, de chapéu e sobretudo), enquanto Duminiense está à direita, com seu inseparável óculos escuros. Abaixo, Duminiense (à esquerda) divulga seus livros em um estande montado no Pavilhão da Festa da Uva de 1958 (prédio da atual prefeitura). 

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Duminiense Paranhos Antunes (à esquerda) divulga seus livros em um estande montado na Festa da Uva de 1958. Foto: Geremia / Agencia RBS

Sucessão no colunismo social

A verve literária da família seguiu com Christiano Carlos Carpes Antunes, filho de Duminiense. Nascido em 1934, em Cachoeira do Sul, desde menino, ele recebeu fortes influências do pai. Quando a família mudou-se para Caxias do Sul, nos anos 1940, Christiano passou a colaborar nos boletins da Metalúrgica Abramo Eberle e do Colégio São José, além de ser um dos grandes incentivadores da criação da Academia Caxiense de Letras, em 1º de junho de 1962.

Mas Christiano notabilizou-se mesmo como o primeiro colunista social do Pioneiro. Assinando como "Christian", ele estreou nas páginas do jornal em janeiro de 1960. Foi quando passou a divulgar a efervescência cultural e social do município, além de evidenciar a beleza da mulher caxiense e enaltecer a presença das jovens nas mais diversas atividades.

O colunista faleceu em 10 de abril de 1967.

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Christiano Carpes Antunes e as colunáveis Jeanete Negretto Sacchet, Heloisa Heilert, Jelira Rodrigues e Sali Luz durante o vernissage do 1º Salão Popular de Belas Artes de Caxias, na antiga sede da Escola de Belas Artes, em 1959 Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

Parceria

Informações desta página foram publicadas originalmente na coluna Almanaque Gaúcho, do jornal Zero Hora, com a colaboração da leitora Maria Luiza Antunes Moreira.

 
 
 

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