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Mirante04/09/2019 | 19h22Atualizada em 04/09/2019 | 19h31

Autor do pedido de impeachment do prefeito de Caxias se desfilia do PSD

Ele diz que sofre perseguição política do partido do vereador Kiko Girardi

Autor do pedido de impeachment do prefeito de Caxias se desfilia do PSD Lucas Amorelli/Agencia RBS
Jefferson Côrtes Torres havia sido suspenso do partido e submetido a processo disciplinar ético Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

O ex-subprefeito de Vila Oliva, autor do sexto pedido de impeachment do prefeito Daniel Guerra (Republicanos), Jefferson Côrtes Torres, deixou o PSD. A saída era esperada. Na segunda-feira (2), a Executiva do PSD se reuniu e decidiu por sua suspensão em função de ter protocolado o pedido de impeachment sem comunicar o partido, também abriu processo disciplinar ético. 

Na terça-feira (03), quando foi colocada em votação a admissibilidade da abertura do processo, o vereador e presidente do PSD de Caxias, Kiko Girardi, usou a tribuna para fazer críticas ao ex-subprefeito, que estava na plateia. 

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A denúncia de pedido de impeachment protocolada pelo ex-CC do governo (a realização de uma obra em um terreno particular, correspondente ao estacionamento do Aeroporto Hugo Cantergiani) foi rejeitada por 14 votos a oito.

Côrtes recebeu, ainda no final de semana, convite para se filiar ao Patriota, partido do ex-vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu. Ele diz que está conversando também com outros três partidos, porém, não divulgou quais.

"Perseguição política"

Côrtes emitiu uma nota nesta quarta-feira (4), dizendo que o partido tomou posições diferentes ao acordo feito na reunião de segunda-feira e que caracteriza "retaliação/perseguição política". Ele se refere à  exclusão de grupo e redes sociais, encerrando todo contato com os membros do partido.

"Torno público que não faço mais parte desta legenda por perceber e entender que não representa meus ideais de uma política voltada para a comunidade de uma forma geral e ampla, sem interesses político-partidários", diz o texto.

Ainda de acordo com o ex-subprefeito, "o partido, na pessoa do presidente vereador Kiko Girardi, em suas declarações não respeitou minha palavra como cidadão, tentando me coagir, afirmando que estaria por trás do pedido de impeachment a pessoa do senhor Ricardo Fabris de Abreu, que exerce suas atividades na Justiça do Trabalho. Desta forma, tentando enfraquecer o pedido de impeachment. Sendo assim, não ficando claros seus reais interesses."

:: A história se repete: Esta é a segunda vez que um autor de pedido de impeachment de Guerra se desfilia de partido. Em 2017, João Manganelli Neto, o primeiro a protocolar documento pedindo a saída do prefeito, se desfiliou do Progressistas (PP). Ele também havia sido submetido ao Conselho de Ética e Fidelidade Partidária.

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