Tribunal de Justiça mantém júri popular no caso Naiara - Polícia - Pioneiro

Vers?o mobile

 
 

Justiça19/12/2018 | 14h55Atualizada em 19/12/2018 | 15h24

Tribunal de Justiça mantém júri popular no caso Naiara

Decisão foi unânime entre os desembargadores da 2ª Câmara Criminal

Tribunal de Justiça mantém júri popular no caso Naiara Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Em decisão unânime, os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado negaram recurso da defesa de Juliano Vieira Pimentel de Souza, 32 anos,  autor confesso do estupro e morte de Naiara Soares Gomes, sete, que desapareceu quando seguia para a escola em Caxias do Sul no dia 9 de março deste ano. O julgamento ocorreu nesta terça-feira.

Leia mais:
TJ decidirá se autor confesso de estupro e morte de Naiara irá a júri popular
Autor confesso de estupro e morte de Naiara irá a júri popular em Caxias do Sul
Quem é o homem que confessou ter matado Naiara em Caxias do Sul
"A gente não está a favor dele", diz irmã de homem que confessou morte de Naiara
Como a polícia chegou ao suspeito de ter raptado Naiara
Vídeo: O que mostram as câmeras do caminho onde menina desapareceu em Caxias 

Na prática, significa dizer que os desembargadores mantiveram a decisão 1ª Vara Criminal de Caxias do Sul, proferida em agosto, de que o réu deve ir a júri popular. À época, a juíza Milene Rodrigues Fróes Dal Bó determinou que Souza deveria ser submetido ao Tribunal do Júri pelos crimes de rapto, estupro e assassinato da menina.

Souza foi acusado pelo Ministério Público (MP) por estupro de vulnerável, homicídio qualificado por meio cruel, recurso que torna impossível a defesa da vítima e meio para assegurar a execução de outro crime (o estupro), além de ocultação de cadáver. Caso condenado pelos três crimes, a pena prevista varia de 21 a 38 anos de reclusão.

Os defensores públicos que atuam no caso, Mário Rheingantz e Willian Bolfoni, recorreram da decisão ao TJ pedindo que Souza não fosse submetido a júri popular. Eles não têm se manifestado sobre o caso porque o processo tramita em segredo de justiça por se tratar de crime sexual envolvendo uma criança. Ainda cabe recurso ao próprio TJ e a instâncias superiores Supremo Tribunal Federal e Superior Tribunal de Justiça.

Desde que foi preso, em 21 de março, Souza está recolhido, por prisão preventiva, no isolamento da Penitenciária Estadual de Canoas 2 (Pecan 2).

Leia também:
Homem é baleado na cabeça em Caxias do Sul
Três foragidos do Pará são presos em Caxias do Sul

 
 
 
 
Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros