TJ decidirá se autor confesso de estupro e morte de Naiara irá a júri popular - Polícia - Pioneiro

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Justiça11/12/2018 | 15h44Atualizada em 11/12/2018 | 15h44

TJ decidirá se autor confesso de estupro e morte de Naiara irá a júri popular

Recurso da defesa de Juliano Vieira Pimentel de Souza será julgado pela 2ª Câmara Criminal

TJ decidirá se autor confesso de estupro e morte de Naiara irá a júri popular Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Os desembargadores da 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado irão julgar, no dia 18 deste mês, o recurso da defesa de Juliano Vieira Pimentel de Souza, 32 anos,  autor confesso do estupro e morte de Naiara Soares Gomes, sete, que desapareceu quando seguia para a escola em Caxias do Sul no dia 9 de março. 

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Na prática, os desembargadores decidirão se o réu deve ou não ir a júri popular, como indicou a sentença em primeira instância, proferida pela 1ª Vara Criminal de Caxias do Sul, em agosto. À época, a juíza Milene Rodrigues Fróes Dal Bó determinou que Souza deveria ser submetido ao Tribunal do Júri pelos crimes de rapto, estupro e assassinato da menina.

Souza foi acusado pelo Ministério Público (MP) por estupro de vulnerável, homicídio qualificado por meio cruel, recurso que torna impossível a defesa da vítima e meio para assegurar a execução de outro crime (o estupro), além de ocultação de cadáver. Caso condenado pelos três crimes, a pena prevista varia de 21 a 38 anos de reclusão.

Os defensores públicos que atuam no caso, Mário Rheingantz e Willian Bolfoni, recorreram da decisão ao TJ pedindo que Souza não seja submetido a júri popular. Eles disseram, por meio da assessoria de imprensa, que não se manifestariam sobre o julgamento. Isso porque o caso tramita em segredo de justiça por se tratar de crime sexual envolvendo uma criança.

Também em função disso, o assistente da acusação Matheus Bertaiolli se limitou a confirmar a pauta do julgamento:

– Basicamente será discutido se vai a júri ou não vai. A defesa que entende que ele não deve ir (a júri). O Ministério Público e a assistência de acusação entendem que ele deva responder perante o Tribunal do Júri. Os desembargadores julgarão baseados nos argumentos da defesa – explicou o advogado.

Desde que foi preso, em 21 de março, Souza está recolhido, por prisão preventiva, no isolamento da Penitenciária Estadual de Canoas 2 (Pecan 2).

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