Ciro Fabres: os muitos ângulos da Festa da Uva - Política - Pioneiro

Coluna digital09/05/2017 | 09h32Atualizada em 09/05/2017 | 10h00

Ciro Fabres: os muitos ângulos da Festa da Uva

Sob as diversas perspectivas que se observa, fica difícil entender a cidade sem Festa em 2018

Sob todos os ângulos pelos quais se pode examinar, a decisão de não realizar a Festa da Uva em 2018, anunciada pelo conselho consultivo na semana passada, não se sustenta.

Primeiro, tem a questão de desenvolvimento estratégico para a cidade. A matriz é o setor metalmecânico, mas há consenso de que é necessário diversificá-la, e o turismo é uma alternativa importante. Sempre se disse isso. Porém, a não realização da Festa golpeia o turismo. Gente que viria para visitar a cidade não vem. Qual a lógica?

Leia mais
O desconforto da CIC de Caxias com o adiamento da Festa da Uva
Polêmica sobre a Festa da Uva mexe com Caxias do Sul
Historiadores divergem sobre decisão de transferir a Festa da Uva
Adiada para 2019, Festa da Uva já tinha duas pré-candidatas a rainha
Prós e contras de se adiar a Festa da Uva para 2019


A movimentação da economia em época de Festa é grande, significativa. Ela desenvolve a cidade, traz muitos recursos para os segmentos da hotelaria, bares, restaurantes, agências de turismo, comércio, por aí afora, que se espalham pela economia toda. A estimativa é de uma atração de cerca de R$ 150 milhões. E ainda há os empregos temporários que a Festa gera. E os produtores de uva têm mercado para 200 toneladas da fruta e retorno financeiro garantido, bem como visibilidade para a produção.

Vamos falar de recursos públicos. Na edição passada, a prefeitura colocou R$ 3,9 milhões na Festa da Uva. Deu o que falar, especialmente porque esse valor maquiou a contabilidade. Aí ficou ruim. O ideal é que não precise reservar recursos públicos, que a Festa se sustente por si. Mas o valor colocado na Festa corresponde a 0,2% do orçamento atual. Isto é: divida-se o orçamento em 500 pedaços de R$ 3,9 milhões, e apenas um deles seria colocado na Festa da Uva. Se não for possível garantir pagamento da folha, manutenção, educação e saúde com os outros 499 pedaços, então fica difícil.

Quer dizer: você coloca tudo isso em um dos lados da balança, isso pesa. São argumentos mensuráveis, objetivos, concretos. E ainda tem a festa propriamente dita, a celebração à produção e à cultura, que festejar é muito bom. Tem o reforço à estima da população, o reforço à identidade. Tudo isso não tem preço.

Do outro lado, diz-se que é preciso dilatar o prazo, o tempo, para renovar a Festa, para fazer uma festa grandiosa em 2019, para reestruturá-la e até criar programações para os anos em que não há Festa da Uva. Respeitam-se os argumentos, mas essa é uma ideia vaga, que precisa ser testada, e que poderia ser testada sem que houvesse a alteração do calendário.

Sob todos os ângulos que se olha, é difícil entender a cidade sem a Festa em 2018.

 
 

Siga o Pioneiro no Twitter

  • pioneiroonline

    pioneiroonline

    Pioneiro.comPioneiro Esportes https://t.co/1MgOxX9oJV #pioneirohá 29 minutosRetweet
  • pioneiroonline

    pioneiroonline

    Pioneiro.comHomem é baleado após suposta briga por demarcação de terra no bairro Cruzeiro, em Caxias https://t.co/R5qPBEHTzI #pioneirohá 3 horas Retweet

Veja também

Pioneiro
Busca
clicRBS
Nova busca - outros