O desconforto da CIC de Caxias com o adiamento da Festa da Uva - Economia - Pioneiro

Caixa-Forte08/05/2017 | 16h41Atualizada em 08/05/2017 | 16h41

O desconforto da CIC de Caxias com o adiamento da Festa da Uva

Embora tenha participado de discussões, Nelson Sbabo deixa no ar se decisão é irreversível. Classe empresarial se reunirá com Sandra Mioranzza Randon nesta terça-feira, na entidade

O desconforto da CIC de Caxias com o adiamento da Festa da Uva Julio Soares/Divulgação
Dirigente afirma que, como presidente da CIC, entende que a economia cresce com a realização da Festuva e que seria ótimo que ela ocorresse em 2018 Foto: Julio Soares / Divulgação

– Por que fui meter a minha mão nesta cumbuca?

A expressão popular foi usada pelo presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC), Nelson Sbabo, na abertura da reunião-almoço da entidade, nesta segunda-feira. A frase casou bem para demonstrar o desconforto do dirigente em ter participado, como presidente do Conselho Consultivo da Festa da Uva, da decisão de adiar o maior evento comunitário do país de 2018 para 2019.

Sbabo deu explicações. Afirmou que, como presidente da CIC, entende que a economia cresce com a realização da Festuva e que seria ótimo que ela ocorresse em 2018. Explicou que preside o conselho porque essa é uma atribuição prevista no estatuto da Festa da Uva. E que, apresentado durante três ou quatro encontros à proposta da presidente do Conselho Comunitário da Festa da Uva, Sandra Mioranzza Randon, apoiou a renovação do evento.

– Dentro do que a Sandra e o Daniel (Randon, esposo de Sandra, empresário que nesta edição atua como conselheiro) propõem, talvez, e só talvez, a Festa da Uva não ocorresse ano que vem – disse Sbabo, deixando no ar se a decisão é irreversível.

Ao Pioneiro, Sbabo explica que Sandra, à luz da nova proposta, elencou tantos pontos contrários à realização do evento em 2018 que restou claro a ele que a Festa da Uva só poderia ocorrer na data se fosse em modelo diferenciado do que se desenha:

– Eu apoio a ideia da renovação. A minha restrição é quanto a não fazer a Festa ano que vem. Dentro do que projetaram, em cima da não realização, algo tem que ser feito em 2018 para atrair turistas para Caxias e servir de alento para os produtores de uva e o setor de turismo, que já estão organizados. É preciso mostrar quais ações começam agora e culminarão na Festa da Uva.

O presidente da CIC conta que levou o seu desconforto ao prefeito Daniel Guerra, em reunião na manhã desta segunda-feira. Para Sbabo, muita gente não conhece a proposta ou não foi ouvida sobre ela, o que tornou a decisão polêmica e monopoliza os assuntos nos últimos dias. O debate deve continuar. Executivos da entidade empresarial pedem um aprofundamento do desenho da nova Festa.

 O encontro entre eles e a presidente Sandra está marcado para as 18h desta terça-feira, na CIC, com a presença dos presidentes dos Conselhos Superior e  Deliberativo da entidade e de presidentes de sindicatos patronais que integram a casa.

 Certamente será mais fácil a decisão ganhar apoio se a estratégia que levou até ela e o planejamento para a mudança forem conhecidos. Afinal, todos querem o melhor para Festa da Uva.

 
 

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