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Eleições 201820/10/2018 | 10h58Atualizada em 20/10/2018 | 10h58

Legislativo terá 4 vereadoras mulheres no ano que vem

Em 126 anos de história, Câmara de Caxias nunca teve mais de três vereadoras em uma mesma legislatura

Legislativo terá 4 vereadoras mulheres no ano que vem Pioneiro/
Foto: Pioneiro

O Legislativo caxiense terá, a partir de janeiro do ano que vem, a maior bancada feminina de seus 126 anos de história. Com a eleição de Neri, o Carteiro (Solidariedade) como deputado estadual, a vaga aberta na Câmara será ocupada por Tatiane Frizzo, do mesmo partido. Serão, portanto, quatro mulheres parlamentares. A Casa nunca teve mais de três vereadoras em uma mesma legislatura.  

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O feito histórico é comemorado. Embora a presença feminina ainda seja bem menor (são 23 vereadores, no total), representa um importante avanço. Na legislatura passada, por exemplo, apenas Denise Pessôa (PT) era titular. Gládis Frizzo e Daiane Mello, ambas do MDB, assumiram, mas temporariamente, como suplentes. Agora, as três são titulares. E Tatiane também será, a partir de janeiro. 

– A gente acha que o ideal é ter paridade. Mas uma a mais é muito importante – destaca Paula Ioris, vereadora do PSDB e integrante do movimento Política de Saias, que busca inserir mulheres na política e tem como meta dobrar o número de eleitas em Caxias na próxima eleição municipal. 

Dificuldades adicionais

O ineditismo também traz uma antiga reflexão: a dificuldade de as mulheres ocuparem cargos eletivos. O preconceito, o desinteresse e a famosa tripla jornada de trabalho são alguns dos motivos. Para Gládis, embora seja difícil, é preciso criar coragem para superar os obstáculos. 

– Os homens nos inibem. Mas é querer e participar. Deixar de ser cabo eleitoral de homem e botar a cara. 

Vereadora em terceiro mandato, Denise aponta, além da questão cultural, a financeira como uma das principais dificuldades. Nem mesmo a destinação de 30% do Fundo Partidário para candidaturas femininas foi, segundo ela, suficiente para alavancar a representação, já que as siglas preferem priorizar algumas candidatas. 

– Isso não é muito dito, e os partidos fingem que não existe – reclama a parlamentar, que acredita na criação de cotas para eleitas, e não para candidaturas, como solução para haver uma maior inserção de mulheres na política. 

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