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Eleições 201817/10/2018 | 09h00Atualizada em 19/10/2018 | 14h12

14 vereadores de Caxias do Sul abriram voto para Jair Bolsonaro

Pioneiro consultou parlamentares caxienses sobre voto de cada um à Presidência e a governador do Rio Grande do Sul

14 vereadores de Caxias do Sul abriram voto para Jair Bolsonaro Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS
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Correção:  O partido de Gládis Frizzo é o MDB e não o PSB. O partido de Renato Nunes é o PR e não o PRB. O partido de Edi Carlos é o PSB. A informação incorreta permaneceu publicada entre 9h do dia 17 de outubro até 19h27min do dia 18 de outubro. 

A maioria dos vereadores caxienses votarão no segundo turno em Jair Bolsonaro (PSL) para à Presidência da República e José Ivo Sartori (MDB) para o governo do Estado. Dos 23 parlamentares consultados, 22 responderam à solicitação do Pioneiro. Desses, 14 abriram o voto para Bolsonaro, candidato que lidera a disputa presidencial, e três disseram que votarão em Fernando Haddad. Outros seis estão indefinidos (quatro) ou vão anular o voto (um) ou não respondeu (um).

Na eleição estadual a disputa está mais equilibrada. Sartori lidera a disputa para o Piratini entre os vereadores com 12 votos, enquanto Leite tem o apoio de cinco vereadores. Cinco vereadores ainda estão indefinidos (três) ou disseram que vão anular o voto (dois). A reportagem não conseguiu contato com o vereador Velocino Uez (PDT).

Os critérios para a definição das escolhas dos vereadores são pertencer ao partido ou à coligação da chapa majoritária e o respeito a decisão do partidária. Outros vereadores estão nitidamente constrangidos em revelar seu apoio. São os casos de Neri, O Carteiro (Solidariedade) e Gustavo Toigo (PDT), que pretendem ser informados de uma definição por parte de seus partidos para embasar suas decisões. Flavio Cassina (PTB) tem facilidade para abrir o voto a Bolsonaro, mas prefere manter a discrição sobre o pleito estadual e diz que seu voto está “indefinido”. O trabalhista está dividido entre votar em Sartori, amigo e aliado nas últimas eleições municipais, e em Leite, que tem Ranolfo Vieira, do PTB, partido de Cassina, como candidato a vice-governador. Alceu Thomé (PTB), do mesmo partido de Cassina, está mais confortável para declarar o voto ao tucano.

O presidente da Câmara, vereador Alberto Menuguzzi (PSB), irá votar nulo para presidente. Para o governo do Estado, o socialista defende a reeleição de Sartori.

O QUE DISSERAM

"Para governador, todo mundo sabe que a gente está coligado com o Eduardo Leite, então, temos de apoiar o Eduardo Leite. Não por convicção, mas a gente tem de respeitar o partido." Arlindo Bandeira (PP)

"Para o governo do Estado, estou de Eduardo Leite, nosso partido está coligado com o PSDB e inclusive temos o nosso vice Ranolfo (Vieira Júnior) que é do nosso partido PTB." Alceu Thomé (PTB)

"O Bolsonaro é mais democrático do que o PT. O PT quer a censura da imprensa, está em seu programa de governo." Paulo Périco (MDB)

"Votarei para Bolsonaro certo e para governador está indefinido. Dias melhores vão voltar. Tenho a esperança de sair das trevas. O outro lado a gente já conhece." Flavio Cassina (PTB)

"Para presidente, eu ainda estou em dúvida. Tenho quatro opções. Para governador, tenho um apoio crítico ao governo Sartori, ao que ele tem feito principalmente aos professores, ao pessoal da segurança pública, essas maldades que ele tem feito de parcelamento de salário." Rafael Bueno (PDT)

"Para presidente, voto no Haddad, pelo programa apresentado e contra o fascismo. No Estado, voto nulo, pois os dois candidatos nesse momento representam o mesmo projeto e apoiam um projeto fascista em nível nacional." Rodrigo Beltrão (PT)

Foto: Arte Pioneiro

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