"Estavam dispostos a matar rivais", disse subcomandante da BM sobre grupo que sitiou comunidade em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Polícia06/03/2018 | 18h49Atualizada em 06/03/2018 | 18h49

"Estavam dispostos a matar rivais", disse subcomandante da BM sobre grupo que sitiou comunidade em Caxias

Denúncias começaram a chegar à Brigada por meio do 190 no sábado

"Estavam dispostos a matar rivais", disse subcomandante da BM sobre grupo que sitiou comunidade em Caxias Diogo Sallaberry/Agencia RBS
Foto: Diogo Sallaberry / Agencia RBS

Os relatos de criminosos armados circulando nas comunidades do São Vicente e Burgo, no complexo Jardelino Ramos, em Caxias do Sul, foram recebidos pelo 190 da Brigada Militar (BM) ainda sábado. Diante das denúncias, o setor de inteligência do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º BPM) foi acionado e começou a monitorar a situação. Os agentes confirmaram os relatos e descobriram o vínculo com a facção de Porto Alegre.

A BM acredita que os criminosos permaneceram no bairro, provavelmente escondidos em moradias, durante o domingo e a segunda-feira. No entanto, foi nesta terça-feira que as informações voltaram a aparecer.

Por volta das 10h, Anderson Luís da Silva, 29 anos, conhecido como Nenê, estava na entrada do bairro e, após avistar a viatura, foi flagrado falando num rádio comunicador. A hipótese é que os demais criminosos, que estariam com as armas, conseguiram fugir graças ao aviso de que policiais estavam chegando no bairro.

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– Os relatos eram de que vários elementos fortemente armados queriam tomar de vez um ponto de tráfico (que já foi atacado e resultou na morte dos Baungarten). Inclusive, estavam dispostos a matar rivais, mas não tiveram êxito (em encontrar os desafetos). Nas informações mais concretas (que foram recebidas), sempre deslocamos para averiguar. É uma situação que precisamos ir consolidados em termos de efetivo – diz o subcomandante do 12º BPM, major Emerson Ubirajara.

Silva é natural de Porto Alegre e teria vindo para Caxias do Sul no final de semana. Extraoficialmente, ele teria confessado aos policiais fazer parte de uma facção e que veio para a Serra para "tomar uma boca de fumo".

Para o delegado plantonista Joigler Paduano, o detido apenas disse que estava no bairro Jardelino Ramos com um rádio HT quando foi abordado e conduzido pela Brigada Militar (BM). A hipótese é que os demais criminosos, que estariam com as armas, conseguiram fugir graças a este aviso da chegada policial. 

Na ação, além do rádio HT, os policiais militares apreenderam um celular e três bases de rádio com cabos. A ocorrência foi registrada como uma apreensão de objeto e Silva foi liberado após prestar oficialmente. O homem não possui antecedentes criminais e, no registro na Polícia Civil, ele afirmou ser morador da Rua dos Antúrios, no Jardelino Ramos, e estar desempregado.

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