Odete Prá é levada a estande de tiro após reconstituição de crime em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Última etapa22/04/2013 | 15h11

Odete Prá é levada a estande de tiro após reconstituição de crime em Caxias do Sul

Idosa reafirma que atirou em assaltante em junho de 2012

Odete Prá é levada a estande de tiro após reconstituição de crime em Caxias do Sul Róger Ruffato, Agência RBS/
Odete Prá saiu do prédio para ser levada para um estande de tiro Foto: Róger Ruffato, Agência RBS

Após a reconstituição dentro do apartamento onde Odete Prá afirma ter atirado contra um assaltante, e ao qual a imprensa não teve acesso, a Polícia Civil decidiu levar a idosa até um estande de tiros. O objetivo é testar se ela tem força para disparar a arma. Esse será o último teste antes da conclusão do inquérito.

— Ela deu a mesma versão do depoimento anterior, não houve contradições, mas ainda existem algumas dúvidas levantadas pela perícia que não se confirmaram no apartamento. Em função disso, não descartamos a possibilidade de ela ser reinquirida para novos depoimentos — afirma o delegado Joigler Paduano.

Ele acrescenta que, por enquanto, a polícia não trabalha com a hipótese de existir outra pessoa dentro do apartamento além da idosa e da vítima.


Entenda o caso

:: A idosa Odete Hoffmann Prá confessou ter matado um arrombador que invadiu o apartamento dela, no Centro de Caxias, por volta das 17h do dia 9 de julho de 2012, um sábado. Ela usou um revólver calibre 32 para dar três tiros no homem, que morreu enquanto era socorrido. No mesmo dia, à noite, Odete prestou depoimento no plantão da 2ª Delegacia de Pronto-atendimento (2ª DPPA). No início, o caso foi tratado como legítima defesa.

:: Na segunda-feira, dia 11 de junho de 2012, Odete Hoffmann Prá foi indiciada por homicídio e posse ilegal de armas. A tese de legítima defesa não foi analisada pela polícia, que precisou indiciar a idosa como autora de um homicídio, já que houve crime. O arrombador morto foi identificado com Márcio Nadal Machado, 33 anos. Ele estava em liberdade provisória e era suspeito de furtos na área central de Caxias do Sul.

:: Em outubro de 2012, peritos do Instituto Geral de Perícia (IGP) não encontraram indícios de pólvora na mão de Odete. Outra linha de investigação passou a analisar a presença de outra pessoa na residência no momento da morte. No mesmo dia da divulgação do resultado negativo do laudo que detecta a presença de pólvora na mão de quem dispara arma de fogo, a idosa reafirmou ser autora da morte do assaltante.

:: Em novembro do mesmo ano, um exame feito na arma usada para matar Márcio Nadal Machado não concluiu se foi realmente a idosa quem disparou contra o bandido. A perícia foi realizada para determinar a pressão necessária que deve ser empregada no gatilho para que a arma seja acionada. A arma estaria guardada há mais de 30 anos em um armário no quarto da aposentada. A polícia queria saber se a mulher teria força suficiente para conseguir fazer os disparos.

:: Em janeiro deste ano, o delegado do 2º Distrito Policial Joigler Paduano, responsável pela investigação, pediu uma reconstituição do caso. Segundo ele, era preciso sanar algumas dúvidas que surgiram durante o inquérito. A reconstituição foi marcada para o dia 18 de fevereiro, mas não aconteceu.

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