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Última etapa22/04/2013 | 13h58

Começa reconstituição da morte de bandido por idosa em Caxias do Sul

Odete Prá, 88 anos, afirma ter atirado contra arrombador que entrou no seu apartamento em junho de 2012

Começa reconstituição da morte de bandido por idosa em Caxias do Sul Róger Ruffato/ Agência RBS/
Às 13h55min, o delegado Joigler Paduano, escrivães, agentes e peritos do IGP e Odete Prá foram ao apartamento para iniciar o procedimento Foto: Róger Ruffato/ Agência RBS
A Polícia Civil começou no início da tarde desta segunda-feira a reconstituição do homicídio praticado por Odete Prá, 88 anos. A idosa afirma ter atirado contra o assaltante Márcio Nadal Machado, o Cachorrão, 33, quando ele invadiu o seu apartamento, localizado no centro de Caxias do Sul, no dia 9 de junho de 2012.

Às 13h55min, o delegado Joigler Paduano, responsável pela investigação, agentes e escrivães do setor de Homicídios de Caxias e peritos do Instituto Geral de Perícias e a idosa Odete Prá foram até o apartamento para iniciar a procedimento.

A reconstituição é necessária porque, apesar de a idosa ter afirmado repetidas vezes que atirou no assaltante, a polícia ainda tem dúvidas. A perícia não localizou resíduos de pólvora do revólver calibre 22 na mão da mulher, e um outro exame, realizado na arma, não concluiu se Odete teria ou não força para disparar o gatilho.

Entenda o caso

:: A idosa Odete Hoffmann Prá confessou ter matado um arrombador que invadiu o apartamento dela, no Centro de Caxias, por volta das 17h do dia 9 de julho de 2012, um sábado. Ela usou um revólver calibre 32 para dar três tiros no homem, que morreu enquanto era socorrido. No mesmo dia, à noite, Odete prestou depoimento no plantão da 2ª Delegacia de Pronto-atendimento (2ª DPPA). No início, o caso foi tratado como legítima defesa.

:: Na segunda-feira, dia 11 de junho de 2012, Odete Hoffmann Prá foi indiciada por homicídio e posse ilegal de armas. A tese de legítima defesa não foi analisada pela polícia, que precisou indiciar a idosa como autora de um homicídio, já que houve crime. O arrombador morto foi identificado com Márcio Nadal Machado, 33 anos. Ele estava em liberdade provisória e era suspeito de furtos na área central de Caxias do Sul.

:: Em outubro de 2012, peritos do Instituto Geral de Perícia (IGP) não encontraram indícios de pólvora na mão de Odete. Outra linha de investigação passou a analisar a presença de outra pessoa na residência no momento da morte. No mesmo dia da divulgação do resultado negativo do laudo que detecta a presença de pólvora na mão de quem dispara arma de fogo, a idosa reafirmou ser autora da morte do assaltante.

:: Em novembro do mesmo ano, um exame feito na arma usada para matar Márcio Nadal Machado não concluiu se foi realmente a idosa quem disparou contra o bandido. A perícia foi realizada para determinar a pressão necessária que deve ser empregada no gatilho para que a arma seja acionada. A arma estaria guardada há mais de 30 anos em um armário no quarto da aposentada. A polícia queria saber se a mulher teria força suficiente para conseguir fazer os disparos.

:: Em janeiro deste ano, o delegado do 2º Distrito Policial Joigler Paduano, responsável pela investigação, pediu uma reconstituição do caso. Segundo ele, era preciso sanar algumas dúvidas que surgiram durante o inquérito. A reconstituição foi marcada para o dia 18 de fevereiro, mas não aconteceu.

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