Qual o impacto do impeachment do prefeito de Caxias do Sul no eleitor - Política - Pioneiro

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MIrante06/01/2020 | 09h14

Qual o impacto do impeachment do prefeito de Caxias do Sul no eleitor

O calendário assinalou no sábado, 4 de janeiro, que os meses até a eleição municipal de 2020

Qual o impacto do impeachment do prefeito de Caxias do Sul no eleitor Felipe Nyland/Agencia RBS
Faltam agora menos de 10 meses, e o impeachment do ex-prefeito Daniel Guerra (Republicanos) embaralhou bem o cenário Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

O calendário assinalou no sábado, 4 de janeiro, que os meses até a eleição municipal de 2020, em 4 de outubro, vão se escoando aos poucos. Faltam agora menos de 10 meses, e o impeachment do ex-prefeito Daniel Guerra (Republicanos) embaralhou bem o cenário. Agora, Daniel Guerra não é mais a vidraça, o governo a ser confrontado, mas sim o PTB de Flavio Cassina e o PSB de Edio Elói Frizzo. É uma alteração central. Cada confusão, como no caso da nomeação de Cezira Höckele para a presidência do Ipam e colocação do cargo à disposição no dia seguinte, acerta a vidraça do PTB e partidos aliados.

Como forma de vacina, Cassina destaca na entrevista das páginas 6 e 7 que tem a intenção de "trabalhar com os vereadores, e não com os partidos". Falta ver qual será a visão do eleitorado, se ele vai identificar diferença entre uma coisa e outra. Provavelmente não.

Falta ver também qual será a reação do eleitorado ao impeachment, definido que foi pelos votos de 18 vereadores. O eleitor, ou parte dele, protestará ou não contra os partidos que deram sustentação ao impeachment e desprezaram o voto popular? Vale lembrar que, mesmo que haja uma versão caxiense do chamado "clamor das ruas", não há como dimensionar o seu tamanho, a não ser nas urnas. 

Grupo que sai terá ânimo?

Quanto ao número de postulantes, o impacto do impeachment não deve produzir alteração significativa. Mas surge uma dificuldade grande para haver representação do governo que sai, na medida em que a maior liderança, o ex-prefeito Guerra, fica com os direitos políticos suspensos. O grupo político que sai terá ânimo e organização para apresentar um nome para a disputa? Caso não apresente, uma parcela de votos circulará avulsa para ser conquistada. Para onde iriam os votos de quem se manteve fiel ao ex-prefeito Guerra é a principal questão que se coloca.

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Partidos pró-impeachment

Outra questão importante é como se movimentarão os principais partidos que reúnem as bancadas de vereadores, como quer Cassina, que apoiaram o impeachment. Adiló segue colocado pelo PTB. Mas qual será o rumo de MDB e PDT? O MDB segue com Búrigo como nome preferencial. No PDT, o cenário ainda não está claro, e uma tendência se demora. Mas esse grupo, reconhecidamente próximo política e eleitoralmente, optará por reunir forças em uma grande costura ou seguir caminhos próprios em 1º turno? É uma questão central. Nesse caso, ainda não está claro o impacto produzido pelo impeachment.

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