"Presidente de bairro é saco de pancada", diz líder comunitário de Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Movimento comunitário03/06/2017 | 08h01Atualizada em 03/06/2017 | 08h01

"Presidente de bairro é saco de pancada", diz líder comunitário de Caxias do Sul

Entidades que reúnem lideranças comunitárias sofrem desgaste da crise política

"Presidente de bairro é saco de pancada", diz líder comunitário de Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Élio Bráz lamenta deixar a presidência da associação de moradores sem entregar reivindicações da comunidade Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O movimento comunitário de Caxias do Sul, tão importante para a construção do desenvolvimento da cidade, agora sofre com a falta de renovação de lideranças e o desgaste igual ao de outras instituições, como partidos políticos e sindicatos. Mas as entidades de moradores, que renovam suas direções com eleições neste domingo, lideradas pela UAB, a União das Associações de Bairros, têm contribuições históricas. Entre elas, estão as demandas das associações dos moradores desde o governo do prefeito Victorio Trez até a consolidação do Orçamento Participativo, no governo do então prefeito Pepe Vargas. A UAB realizou mutirões para a regularização fundiária, reivindicou a expansão de linhas do transporte coletivo, lutou pela implantação do Policiamento Comunitário, defendeu o fortalecimento da saúde pública e reivindicou por infraestrutura para os loteamentos. Além disso, a entidade também foi a fundadora da Associação dos Usuários das Rodovias Concedidas (Assurcon) e levantou a bandeira da retirada da praça de pedágio entre Caxias do Sul e Farroupilha.

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A eleição deste domingo é para a UAB e mais 196 associações de moradores de bairros, as amobs, mas o cenário é considerado preocupante para os quatro candidatos à presidência da entidade maior. Na edição de sexta-feira, eles comentam sobre a necessidade de ter uma entidade mais forte, que não sirva de trampolim político, para recuperar a imagem desgastada com o poder público e que se aproxime dos anseios da população.

Élio Bráz, 75 anos, presidiu a Amob do bairro Santa Fé em dois períodos bastantes distintos. A primeira vez foi no início dos anos 1980, quando as reivindicações eram de pequenas obras de infraestrutura, como pavimentação de ruas e iluminação pública. Ele voltou há dois anos ao comando da associação de moradores e encontrou uma realidade muito diferente.

– Houve uma porção de melhorias naquela época e melhorou muito, apesar de ainda termos demandas. Mas a segurança piorou – aponta.

O líder comunitário deixará a entidade neste domingo sem conseguir entregar três grandes reivindicações dos moradores da Zona Norte: a construção do trevo na frente da Codeca, na RSC-453, a inauguração da UPA Zona Norte e a reabertura do Corpo de Bombeiros.

Ele lamenta não atender às expectativas da população e diz que a função tem muito mais ônus do que bônus.

– O presidente de bairro é o saco de pancada do povo. Eles acham que o presidente tem o poder de resolver muita coisa. A gente reivindica, mas é difícil ser atendido pelo poder público.

Filiado ao PT, Bráz defende que as lideranças comunitárias não deveriam atuar na política partidária.

– Nada impede de ter um ideal e um partido político, mas não pode envolver a atuação comunitária com a política.

 
 

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