"Não é decisão do prefeito", diz Daniel Guerra sobre realização da Festa da Uva, em Caxias - Política - Pioneiro

100 dias de governo11/04/2017 | 10h48Atualizada em 11/04/2017 | 10h48

"Não é decisão do prefeito", diz Daniel Guerra sobre realização da Festa da Uva, em Caxias

Prefeito disse que irá se isentar de uma decisão sobre realizar ou não o evento

"Não é decisão do prefeito", diz Daniel Guerra sobre realização da Festa da Uva, em Caxias Roni Rigon / Agência RBS/Agência RBS
Prefeito falou por quase 30 minutos, ladeado por integrantes do primeiro escalão e por líder do governo Foto: Roni Rigon / Agência RBS / Agência RBS

O prefeito de Caxias do Sul, Daniel Guerra (PRB), apresentou um balanço dos primeiros 100 dias de governo, no salão nobre do Centro Administrativo. Durante cerca de 30 minutos, ladeado por sua equipe do primeiro escalão e pelo lider do governo na Câmara, vereador Chico Guerra (PRB), listou as 110 ações que constam em caderno entregue à imprensa. Entre os diversos temas que abordou, respondeu sobre a realização da Festa da Uva em 2018. E deixou claro que irá se isentar de uma decisão. Segundo ele, a definição será tomada "pela Comissão Comunitária e pela população de Caxias do Sul".

— Isso não é decisão do prefeito, não é decisão do governo.

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Segundo o prefeito, pessoas ligadas a todos os movimentos e festividades estão compreendendo a atual situação e se solidarizando com áreas urgentes que estavam desamparadas.Guerra também foi bastante questionado sobre a renúncia do vice-prefeito Ricardo Fabris de Abreu (PRB). E, mesmo após as duas decisões liminares da Justiça da semana passada que confirmam a permanência de Fabris no cargo, sustentou que "a cidade não tem vice".

— Houve uma renúncia formal e irretratável, no entendimento da administração, e, em respeito à própria vontade do renunciante, não temos (vice).

O prefeito negou que esteja desrespeitando a decisão da Justiça que mantém Fabris no cargo e diz que a liminar está sendo cumprida na íntegra. Ele ressalta que até a decisão final da ação declaratória que pede a extinção do mandato do vice, não vai apoiar o ¿desrespeito (pedido de renúncia) com a população¿.

Guerra rejeita a hipótese de uma aproximação, como sugeriu o vice-prefeito em entrevista ao Pioneiro na semana passada.

— O mínimo que se espera do senhor Ricardo Fabris é que ele honre a sua decisão tomada em total liberdade. No momento que tu não honra com a sua responsabilidade, tu perde o que há de mais sagrado, que é a credibilidade.

Apesar de classificar a relação com o Legislativo de republicana, Guerra admite que não convidou o presidente da Câmara e os vereadores para a apresentação do balanço de sua gestão.

— Não entendemos, até em função do espaço físico, necessário convidá-los, mas caberá ao líder de governo levar a exposição dos 100 dias. Esse é o papel do líder do governo.

Ao explicar de onde tirou recursos para a compra de 1,3 mil vagas para alunos da Educação Infantil e a compra de R$ 1 milhão em medicamentos, o prefeito diz que cortou despesas desnecessárias. Ele rebateu a fala de Alceu, de que ninguém bateria na porta da prefeitura para cobrar atrasados.

— As escolas que prestaram serviços para as creches não tiveram o pagamento de suas parcelas de meses (no governo anterior), e que foram pagas na nossa administração.

 
 

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