100 dias de muita agitação em Caxias do Sul - Política - Pioneiro

Mirante10/04/2017 | 09h12Atualizada em 10/04/2017 | 14h34

100 dias de muita agitação em Caxias do Sul

A sequência de embates entre prefeito e vice prejudica a imagem da cidade

100 dias de muita agitação em Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Os 100 dias do Governo Guerra, em Caxias do Sul, ganham dimensões fora do usual. Afinal, entrou para a história o hilário anúncio de agendamento de renúncia de um vice-prefeito dois meses após a posse. Não bastasse, veio a "desrenúncia", seguida do mandato extinto pelo chefe de gabinete do prefeito e o retorno via judicial.

A sequência de embates entre o prefeito Daniel Guerra e o vice Ricardo Fabris de Abreu, ambos do PRB, demonstra falta de habilidade e prejudica a imagem da cidade. Mesmo Guerra tendo sido eleito com uma votação histórica e contando com apoio popular, o fato de eles não terem conseguido evitar a crise política fez soar o sinal de alerta. Vale lembrar que o vice foi uma escolha do prefeito.

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Guerra é considerado centralizador e autoritário. Já o vice é instável, gosta de chamar atenção sem medir as consequências e não aceita a condição de secundário, a ponto de ter virado "melhor amigo" da oposição. Até quando vai durar tudo isso e o resultado final são dúvidas que estão nas rodas de conversa.

As medidas adotadas, como o corte da verba de representação dos CCs, a redução do aumento da tarifa d¿água, normas no uso da frota de veículos e manutenção da passagem de ônibus, fazem eco com o desejo do cidadão e repercutiram positivamente. E é diante da reação popular que Guerra ampara seus posicionamentos e a sua proposta de governar com a população.

Por outro lado, episódios como a desastrosa retirada de um casal indígena da calçada, as contratações de CCs com vínculos com familiares do prefeito ou de suas relações pessoais e o uso da prefeitura como cenário para paparicos em manifestação de apoio produzem uma sensação de desconfiança entre o discurso e a prática. E isso é grave, devido ao curto período transcorrido.

Houve greves no transporte público e dos médicos do SUS, motivadas pela pressão da concessionária para aumentar a tarifa e pelo corporativismo da classe médica. Mas, também, fruto da falta de um relacionamento mais aberto do governo com órgãos representativos da sociedade em busca de conciliação, evitando prejuízos aos usuários.

Foram 100 dias de muita agitação. E com a oposição insuflando. O prefeito precisa ouvir as opiniões, independentemente das relações partidárias. Deve se relacionar melhor com a Câmara, mesmo que vários sejam seus desafetos. Há muitas críticas em relação ao atendimento do secretariado.

É importante registrar, porém, que o barulho e a polêmica são amplificados devido à troca no poder e pelo consequente desmanche de situações que estavam enraizadas por anos e anos. 

 
 

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