Prefeito Daniel Guerra, de Caxias, reage ao carimbo de centralizador - Política - Pioneiro

Mirante11/04/2017 | 08h30Atualizada em 11/04/2017 | 08h30

Prefeito Daniel Guerra, de Caxias, reage ao carimbo de centralizador

Ele se considera gestor e administrador e afirma que adjetivos são usados por quem perde argumentos 

Prefeito Daniel Guerra, de Caxias, reage ao carimbo de centralizador Roni Rigon/Agencia RBS
Muitos aplausos da equipe de governo no encerramento da entrevista de Daniel Guerra, na manhã de segunda-feira Foto: Roni Rigon / Agencia RBS

O prefeito Daniel Guerra (PRB) não gostou de ser avaliado como centralizador e autoritário nesses 100 dias de governo. Ao reunir seu staff, nesta segunda-feira, para falar sobre o trabalho desenvolvido até aqui, reagiu dizendo que classifica-se como um gestor, um administrador.

— Foi isso o que as urnas e o povo pediram e é isso que o povo está tendo – frisou.

Segundo Guerra, quando a pessoa adjetiva alguém, demonstra e prova a perda de argumentos.

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— Quando se perde o argumento, a pessoa passa a adjetivar — definiu.

Quem estava acostumado aos discursos de Guerra na Câmara de Vereadores, onde não faltavam adjetivos, deve estranhar o atual conceito do chefe do Executivo. Enquanto vereador, ele costumava disparar fortemente contra vereadores da situação e ao ex-prefeito Alceu Barbosa Velho (PDT), o que fortaleceu sua imagem no lado oposicionista, revertendo numa legião de apoiadores.

— Os acostumados a mamar no dinheiro público, os acostumados ao jeitinho, os acostumados às negociatas, aos rolos, aos fura-filas, às pilantragens, devem estar querendo me adjetivar até de outras coisas. Eu recebo com satisfação e gratidão, sinal de que estamos no caminho certo — prosseguiu.

Guerra também reagiu às críticas por ter levado ao seu gabinete participantes do ato de apoio, em 2 de abril. Por sinal, pretende repetir. Após a manifestação na Praça Dante Alighieri, ele percorreu a Sinimbu cantando o Hino Rio-Grandense em um megafone e rumou à prefeitura. Lá, tirou selfies com os apoiadores.

— Eu os convidei com muita satisfação para conhecerem o local do nosso trabalho, foi também um gesto para demonstrar que quem manda nesta administração é a população e que é uma administração acessível — justificou.

Ele negou que teria feito críticas se atitude semelhante tivesse ocorrido no governo passado. Eis o que afirmou (mas é difícil acreditar):

— Até ficaria feliz. Teria elogiado a atitude de um administrador que abre as portas para que o povo conheça o local de trabalho de quem eles escolheram para ser o seu administrador.

Obviamente sem a presença do vice Ricardo Fabris de Abreu, o prefeito estava ladeado na entrevista pelo vereador, seu irmão e líder do governo, Chico Guerra (PRB), e pelo chefe de Gabinete, Júlio Freitas. 


 
 

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