Polícia Civil indicia mandante do assassinato de professor em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Investigação19/07/2019 | 19h00Atualizada em 19/07/2019 | 19h51

Polícia Civil indicia mandante do assassinato de professor em Caxias do Sul

Inquérito relata que suspeito pagou R$ 4,5 mil para trio matar seu desafeto

A Polícia Civil indiciou o mandante do assassinato do professor Vinícius Ferreira da Silva Gatelli, 25 anos, em Caxias do Sul. Conforme a investigação, Maicon Canali, 35, possuía uma "desavença pessoal grave" com a vítima e pagou R$ 4,5 mil pela execução. Os executores foram Leandro Laurindo Martins, 29, conhecido como Pato, Jonatan Gonçalves da Rosa, 31, o Nino, e Rafael da Silva Manica, 24, o Alemãozinho. O trio possui antecedentes criminais e está recolhido em prisão preventiva.

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O delegado Rodrigo Kegler Duarte, da Homicídios, afirma que o inquérito policial demonstra a relação entre os quatro investigados. Além de testemunhos, a Justiça autorizou a quebra de sigilo telefônico e telemático dos suspeitos.

— O Maicon (Canali) tem relações com a família do Leandro (Martins). Foi o Leandro quem fez contato com os outros (dois) e organizou o crime. Há o conhecimento sobre a posse (pelos executores) de R$ 3 mil e depois mais R$ 1,5 mil. Não há uma prova direta (da origem do dinheiro), mas pressupõe-se que vem deste homicídio.

O Picasso que teria sido utilizado no crime é de propriedade de Rosa. Neste veículo, que está apreendido, peritos colheram uma amostra, aparentemente, de sangue. Os investigadores ainda aguardam o laudo para confirmar se a mancha é de sangue e a comparação genética para verificar se pertence a vítima — o que seria mais uma prova técnica da autoria.

Sobre a motivação, o delegado Duarte apenas informa que Canali possuía uma "desavença pessoal grave" com o professor. O investigado teria tomado providências contra o desafeto.

— Os quatro negaram a participação no evento, mas o Maicon admite esta relação e a desavença com o professor. Após os acontecimentos (não terem se resolvido da forma que o indiciado esperava), sabemos que ele teria solicitado o telefone do professor para supostamente contratá-lo (para uma prestação de serviço) — aponta o chefe da Homicídios.

O suposto mandante não possuía antecedentes criminais e responde ao indiciamento em liberdade.

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