Polícia Civil acredita que morte de professor foi encomendada em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Investigação25/06/2019 | 16h13Atualizada em 25/06/2019 | 16h13

Polícia Civil acredita que morte de professor foi encomendada em Caxias do Sul

Os três suspeitos, que já estão presos, não possuem relação direta com a vítima

Polícia Civil acredita que morte de professor foi encomendada em Caxias do Sul Facebook/Reprodução
O professor Vinícius Ferreira da Silva Gatelli Foto: Facebook / Reprodução

Após prender três suspeitos, a Polícia Civil investiga se o assassinato do professor Vinícius Ferreira da Silva Gatelli, 25 anos, foi feito sob encomenda em Caxias do Sul. A possibilidade de um mandante do crime surge porque trio investigado não possuía uma relação direta com a vítima.

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O homicídio aconteceu no dia 3 de maio, quando Gatelli deixou um posto de gasolina e, 50 minutos depois, foi encontrado morto embaixo da Ponte Seca, no Loteamento Mattioda. Nesta segunda-feira (24), a Delegacia de Homicídios divulgou ter preso três homens suspeitos do assassinato. Como os mandados de prisão são temporários, a identidade dos investigados não foi divulgada.

Confira a entrevista como o delegado Rodrigo Kegler Duarte, responsável pela investigação:

Pioneiro: O caso está esclarecido?
Delegado Rodrigo Kegler Duarte:
Está a caminho. Temos suspeitas que estes três presos temporários são os executores imediatos do fato. Nos próximos 30 dias (tempo da prisão), temos celulares para analisar, quebra de sigilo telemático e telefônico e inquirir dois que ainda não foram ouvidos para concretizar estes elementos que já temos da responsabilidade deles. Também não está descartada a existência de um quarto indivíduo, que é um possível mandante do crime.

Qual a relação entre os três presos e a vítima?
Os presos não tem uma relação direta com a vítima. Não há comprovação de vinculação de amizade, nem mesmo de trato diário. Por isso acredito que eles não conheciam a vítima. É aí que entra o papel do possível mandante (da execução).

Como chegaram até estes suspeitos?
Nesse momento, não podemos adiantar porque ainda há diligências a serem feitas. Tivemos provas técnicas que trouxeram indicativos bem suspeitos contra, principalmente, contra um deles. Também existe a pendência de uma perícia que foi feita em um veículo foi apreendido alguns dias atrás onde foi colhida uma amostra, aparentemente, de sangue. A perícia genética fará a comparação com amostras da vítima. Este carro é de um dos três presos.

Sobre o motivo do crime, há em aberto mais de uma possibilidade?
Agora, está mais concentrada em uma tese só, mas não posso dizer qual. Temos 30 dias para, ou solicitar uma prisão preventiva, ou concluir o inquérito, que é o nosso objetivo. O problema é que esta perícia genética (no carro) é extremamente importância e não sei se (o resultado) virá neste prazo. Também aguardamos algumas quebra de sigilo telemático que são provenientes de empresas internacionais, o que pode demorar.

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