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Operação Sepultura10/08/2018 | 19h03Atualizada em 10/08/2018 | 19h26

Dupla é condenada por execução motivada por guerra do tráfico em Caxias do Sul

Confrontos entre grupos rivais resultou em oito mortes entre 2015 e 2016

Dupla é condenada por execução motivada por guerra do tráfico em Caxias do Sul Porthus Junior/Agencia RBS
Os réus Fabiano da Silva Godoi (E) e Jonathan Pereira Jesus (D) Foto: Porthus Junior / Agencia RBS

O Tribunal do Júri de  Caxias do Sul condenou Fabiano da Silva Godoi e Jonathan Pereira Jesus pelo assassinato de Gedson Pires Braga, o Cavernoso. A execução foi investigada na Operação Sepultura, que mapeou uma disputa sangrenta pelo tráfico de drogas no bairro Euzébio Beltrão de Queiroz entre agosto de 2015 e maio de 2016. Jesus foi sentenciado a 14 anos reclusão, enquanto Fabiano teve uma pena de 12 anos.

O Ministério Público (MP) também denunciou Luciano da Silva de Godói, que é irmão de Fabiano, pela execução de Braga. Como estava foragido na época das audiências, Luciano responde a um processo em separado.

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Conforme a sentença de pronúncia, o crime ocorreu na Rua Henrique Cia na madrugada do dia 16 de agosto de 2015. Na ocasião, os três denunciados e um adolescente preparam uma emboscada e mataram Braga com diversos tiros. Os criminosos também atiraram contra João Vitor Santos da Silva, o Vitinho, na época com 15 anos, que conseguiu correr e sobreviver ao ataque. Fabiano e Jesus, contudo, foram absolvidos desta tentativa de homicídio.

O adolescente acabaria sendo assassinado em 16 de fevereiro de 2016. Antes de ser morto, João Vitor prestou depoimento à Delegacia de Homicídios e reconheceu os denunciados como autores do assassinato no dia 16 de agosto.

Braga ficou conhecido por, meses após a sua morte, ter sido apontado como o autor da morte de Ana Clara Adami, 11 anos, em julho de 2015. A menina caminhava para a catequese pelo bairro Pio X quando foi baleada nas costas.

Operação Sepultura

Conforme a investigação da Operação Sepultura, o conflito armado pelo controle da venda de drogas resultou em oito assassinatos. Na época, o grupo liderado por Eduardo Junior da Rosa, conhecido como Foguinho, e Luciano da Silva de Godoi, o Lucianinho, desafiou o bando chefiado por Robson Luis Fiorentina Neto, que, na época, gerenciava a venda de entorpecentes na região. 

 
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