Apontado como líder do tráfico é condenado a 32 anos por homicídio em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

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Justiça14/06/2018 | 17h59Atualizada em 14/06/2018 | 18h24

Apontado como líder do tráfico é condenado a 32 anos por homicídio em Caxias do Sul

Sentença é referente a emboscada ocorrida em agosto de 2015

Apontado como líder do tráfico é condenado a 32 anos por homicídio em Caxias do Sul Felipe Nyland/Agencia RBS
Robson Luis Fiorentina Neto Foto: Felipe Nyland / Agencia RBS

Um dos principais alvos da Operação Sepultura, Robson Luis Fiorentina Neto, 27 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Caxias do Sul a 32 anos e oito meses de reclusão por homicídio qualificado. Apontado por anos como líder do tráfico no bairro Euzébio Beltrão de Queiróz, junto com sua companheira Cristiana Aparecida Moraes Martins, a Cristianinha, esta é a primeira condenação de Fiorentina Neto por crime hediondo. A defesa afirma que irá recorrer da decisão.

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A sentença desta quinta-feira é relativa ao assassinato de Maurício Lopes do Rosário da Silva e a tentativa de homicídio contra outras duas pessoas durante uma emboscada na tarde de 16 de agosto de 2015, entre o Presídio Regional e a Universidade de Caxias do Sul (UCS).  O ataque fez parte de uma disputa sangrenta pelo controle do tráfico de drogas no Euzébio Beltrão de Queiróz entre agosto de 2015 e maio de 2016. 

Conforme a investigação da Operação Sepultura, o grupo liderado por Eduardo Junior da Rosa, conhecido como Foguinho, e Luciano da Silva de Godoi, o Lucianinho, desafiou o bando chefiado por Fiorentina Neto, que, na época, gerenciavam a venda de entorpecentes na região. O conflito resultou em oito mortes.

Maurício, no entanto, não faria parte desta guerra do tráfico. O alvo do ataque daquele dia seria João Carlos Ferreira dos Reis, que foi baleado e sobreviveu. Maurício estava na carona para visitar sua namorada, uma apenada que é cunhada de João Carlos. No mesmo carro estava Nair de Lourdes Maciel, sogra de Maurício e João Carlos, que também foi baleada no ataque. Estas duas tentativas de homicídio também serão julgadas pelo júri desta quinta-feira. 

Comparsa já havia sido condenado

Por estes crimes em julgamento, Tiago Moraes Maciel, o Sal, já havia sido condenado a 29 anos e oito meses de reclusão. Ele foi apontado como um aliado de Fiorentina Neto e o motorista do Tempra utilizado no ataque e que deu fuga ao autor dos disparos.

O júri de Maciel ocorreu em 12 de junho do ano passado e a sentença foi mantida após recurso ao Tribunal de Justiça, em 27 de setembro de 2017. Com outras condenações por tráfico de drogas e porte ilegal de arma, Maciel possui uma pena total de 50 anos de reclusão e está recolhido no Presídio Regional de Caxias do Sul.

 Corrupção de menores

Fiorentina Neto e Maciel também foram condenados por corrupção de menores, pois levaram João Vitor Santos da Silva, o Vitinho, na época com 15 anos, no ataque em frente ao Presídio Regional. Seis meses depois, em 16 de fevereiro de 2016, o adolescente foi assassinado com um tiro na cabeça na Rua Henrique Cia, no Euzébio Beltrão de Queiróz. Conforme a investigação da Polícia Civil, o homicídio teria sido cometido por Lucianinho.

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