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Pandemia07/04/2020 | 13h59Atualizada em 07/04/2020 | 15h30

Custeio de testes de coronavírus na UCS dependerá de parcerias

Ideia é que testes sejam feitos para a rede pública sem cobrança

Custeio de testes de coronavírus na UCS dependerá de parcerias Claudia Velho/Divulgação
Foto: Claudia Velho / Divulgação

Os testes para diagnóstico de covid-19 que serão feitos pela Universidade de Caxias do Sul (UCS) dependerão de parcerias para o custeio do serviço. Conforme o professor Asdrúbal Falavigna, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Saúde da UCS,  a ideia é não cobrar os testes, mas, ao mesmo tempo, é preciso cobrir os custos necessários. Em entrevista ao programa Gaúcha Hoje da rádio Gaúcha Serra na manhã desta terça-feira (7), ele comentou que isso dependerá de uma interação com indústrias e outros parceiros que apoiem o serviço, que ficará a cargo de um centro de diagnósticos no Laboratório de Biotecnologia da Universidade.

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— Houve ontem (segunda-feira, 6) uma reunião entre o reitor Evaldo Kuiava, o presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul (Fucs), José Quadros dos Santos e o prefeito de Caxias, Flavio Cassina, justamente para tratar de como pode ser feita essa interação com o município, para que o contribuinte da região não precise arcar com esse custo — comentou.

Ouça a entrevista na íntegra:

O serviço poderá começar na semana que vem, dependendo da chegada de matéria-prima à Universidade. Inicialmente, poderão ser feitos 50 testes por dia, mas esse número poderá aumentar dependendo das parcerias e aquisição de mais materiais. Os testes serão os chamados PCR, em que há coleta de secreção do paciente, nos mesmos moldes do feito pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), e os resultados devem ficar prontos em 48 horas.

Segundo o professor, esse teste tem uma sensibilidade de 95% quando feito na fase aguda  dos sintomas, em que há mais material do vírus para ser coletado. O percentual corresponde à chance de acerto; os erros constituem em falsos negativos, ou seja, não detectam o vírus. O percentual de sensibilidade diminui quando os sintomas são menores, seja na fase de incubação,  antes de os sintomas começarem, ou posteriormente. 

O objetivo é ampliar esses testes para atingir a população em geral e servir de parâmetro para definir, por exemplo, o retorno de trabalhadores às atividades em empresas. Falavigna explica que os testes precisam estar associados à avaliação clínica e ao histórico dos pacientes para um diagnóstico seguro. Mais de um teste pode ser feito para o mesmo paciente. Ele comenta que há sintomas particulares da covid-19, que a distinguem de uma gripe causada pelo vírus influenza; no caso da doença causada pelo coronavírus, por exemplo, um dos sintomas é a perda de olfato, o que não ocorre na gripe comum. 

A ideia é que possam vir a ser feitos dois tipos de testes nos pacientes. Além do PCR, que é feito a partir da coleta de secreção do paciente, há o teste de anticorpo e antígeno, que tem o maior grau de acerto após a infecção, dias depois. Este último detecta se a pessoa criou defesas no organismo para combater o vírus.

Conforme o professor, é importante que a coleta seja feita da forma correta para aumentar a precisão do teste. Por isso, manuais foram elaborados para os profissionais de saúde que estão na ponta, nos diversos municípios da região. No caso do PCR, ele envolve um desconforto para o paciente, pois consiste em uma espécie de cotonete alongado colocado na narina e que tem que avançar até um determinado ponto para a coleta ser feita da forma adequada. No caso do outro tipo de teste, ele é feito com uma coleta de sangue no dedo, semelhante a um teste de glicose.

Além de uma coleta correta, é necessária para o diagnóstico a interpretação adequada do resultado dos exames, além do histórico e quadro clínico do paciente.

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