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Flexibilização06/04/2020 | 13h58Atualizada em 06/04/2020 | 14h00

Bento Gonçalves ajusta decreto e permite fisioterapia e pilates

Entendimento, construído em conjunto com Ministério Público, é de que atividades se enquadram nos atendimentos de saúde

Bento Gonçalves ajusta decreto e permite fisioterapia e pilates Gustavo Bottega/Conceitocom/Divulgação
Foto: Gustavo Bottega / Conceitocom/Divulgação

Estúdios de pilates e clínicas de fisioterapia estão autorizadas a voltar ao trabalho em Bento Gonçalves. A permissão é contemplada em um decreto publicado neste domingo (5), que ajusta as regras estabelecidas na última sexta-feira (3).

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Para o funcionamento, o documento determina que os estabelecimentos funcionem sem sala de espera e por meio de agendamento. Além disso, só podem ser atendidos clientes que são encaminhados para os serviços por meio de profissional habilitado. Os funcionários das clínicas e estúdios também devem utilizar máscaras e luvas, além de realizar a desinfecção de equipamentos após cada atendimento.

De acordo com o secretário da Saúde de Bento, Diogo Siqueira, a permissão para as atividades ocorreu porque elas são utilizadas no atendimento à saúde. A decisão de liberar foi construída em conjunto com o Ministério Público (MP). O motivo, segundo o secretário, é que o decreto estadual de 1º de abril permite a fisioterapia, mas não menciona o pilates. Já o decreto municipal da última sexta permitia a fisioterapia apenas em situações específicas, principalmente em casos respiratórios.

— O pilates é uma prática da fisioterapia que entra como saúde. Não é um luxo, é uma indicação técnica — justifica o secretário.

O decreto também ajusta outros pontos, como o funcionamento de setores do comércio autorizados desde sexta-feira. Óticas, lavanderias, petshops, barbearias, salões de beleza e lavagem de veículos podem atender apenas de portas fechadas e por meio de agendamento. Os profissionais também devem utilizar máscaras e luvas, além de adotar outros cuidados.

— Ótica entra como consequência da situação de saúde. Se alguém quebrar um óculos, por exemplo, como podemos deixar ela sem? — argumenta.

O sistema "take-away", também conhecido como "pegue e leve", que no decreto de sexta-feira era permitido para todo o comércio, agora está restrito para os setores de alimentação, saúde e higiene. O determinação, conforme Siqueira, segue o decreto estadual. Já os restaurantes agora podem funcionar no máximo até as 22h.

— Se o objetivo for comer, ninguém vai deixar aberto até as 2h, é uma questão de lógica. Vamos deixar o horário para manter o objetivo. Vários bares tem "restaurante" como razão social. Se não limitar, eles podem entrar na esfera jurídica e ganhar — explica.

O decreto deste domingo também ajusta as regras de missas e cultos para se adequar às regras estaduais. Na sexta, as atividades haviam sido permitidas com 50% da capacidade de público. Agora, ficam limitadas a 30 pessoas. Já as academias, escolas de dança, clubes esportivos, lutas e demais atividades relacionadas ao esporte seguem proibidas até o dia 15.

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