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Memória05/09/2016 | 06h18Atualizada em 05/09/2016 | 09h13

Oscar Boz e o Apiário Zé Colméia em 1966

Mel produzido em Ana Rech destinava-se ao consumo familiar e à venda para amigos e mercados  

Oscar Boz e o Apiário Zé Colméia em 1966 0/Hildo Boff
Em Ana Rech: Oscar Boz e as dezenas de caixas de abelhas confeccionadas por ele na segunda metade dos anos 1960. Foto: 0 / Hildo Boff

Cineasta amador nas horas vagas, fundador da lendária Malharia Americana e personagem de um emocionante documentário dirigido por Jorge Furtado, seu Oscar Boz, 96 anos, também dedicou-se ao cultivo de maçãs e à criação de abelhas.

Foi a partir de 1965, em uma chácara em Monte Bérico, que a atividade começou. Inspirado pelo clássico desenho dos estúdios Hanna-Barbera, o aposentado batizou o local de Apiário Zé Colméia, direcionando a produção ao consumo familiar e à venda para amigos e mercados. Posteriormente instalado no então distrito de Ana Rech, o apiário tinha em seu Oscar o responsável por boa parte dos trabalhos.

As primeiras caixas foram compradas, depois, o apicultor adquiriu uma serra circular, confeccionando eles mesmo as casinhas. Na antiga Industrial Madeireira, ele buscava as madeiras truncadas, no tamanho exato para montar as estruturas – os caixilhos também eram feitos por seu Oscar, que recebia apoio dos técnicos agrícolas Giongo e Machado, além de vizinhos chacareiros e amigos como Mascarello, Giacomin, Idarcy e Manoel.

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Oscar Boz iniciou o apiário em Monte Bérico, mudando depois para Ana Rech Foto: 0 / Hildo Boff
O apicultor em ação em 1966, captado pelo sobrinho, o fotógrafo Hildo Boff Foto: 0 / Hildo Boff
Seu Oscar Boz confeccionava as casinhas com madeiras adquiridas na antiga Industrial Madeireira Foto: 0 / Hildo Boff

Reconhecimento

Todo esse empenho foi reconhecido pela sub-prefeitura de Ana Rech. Uma das fotos mantidas no acervo da família, inclusive, traz uma mensagem escrita à mão por ele: ¿Ao Sr. Enio Todero, subprefeito de Ana Rech, em homenagem como incentivador da apicultura no distrito. Apiário Zé Colméia,11/6/1966, Oscar Boz¿.

A fotografia seria entregue 50 anos atrás, durante uma solenidade, mas o político acabou não comparecendo – meio século depois, ela é uma das tantas que exemplificam a atuação multifacetada de seu protagonista.

O Apiário Zé Colméia foi desativado em 1990, mas seu Oscar segue consumindo mel até hoje, diariamente, no café da manhã e na janta. Adora e recomenda para todo mundo. Inclusive, diz que é o segredo de sua longevidade e saúde.

Alguém discorda?

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Oscar Boz e o Apiário Zé Colméia em 1966 Foto: 0 / Hildo Boff
Produção de mel era consumida em família e também comercializada por seu Oscar em mercados Foto: 0 / Hildo Boff

Uma picada e uma aliança

Entre várias histórias do tempo do apiário e da lida com os insetos, uma, literalmente, marcou: uma abelha picou um dedo de seu Oscar. Tanto inchou que foi preciso cortar a aliança de casamento num ourives.

Boa parte da trajetória do aposentado está registrada no livro Tecendo Memórias, lançado em 2010, quando ele completou 90 anos.

Oscar Boz (à direita) e o então prefeito Victorio Trez por volta de 1969. Foto: 0 / Hildo Boff

As fotos

Imagens deste post foram feitas pelo fotógrafo Hildo Boff (1931-2014), sobrinho de seu Oscar.

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Parceria

Informações desta coluna são uma colaboração de Maria Luiza Boz, filha de seu Oscar.

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