Liberada da aula, adolescente passa mal após ingerir bebida alcoólica em Caxias  - Cidades - Pioneiro

Educação16/05/2017 | 16h33Atualizada em 16/05/2017 | 17h59

Liberada da aula, adolescente passa mal após ingerir bebida alcoólica em Caxias 

Em função de luto, Escola Presidente Vargas havia liberado estudantes do turno da manhã. Conselho Tutelar e 4ª CRE devem acompanhar o caso

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O Conselho Tutelar de Caxias do Sul deve encaminhar à 4ª Coordenadoria Regional de Educação (4ª CRE) um pedido de esclarecimentos sobre a liberação de alunos em horário de aula da Escola Estadual Presidente Vargas nesta terça-feira. Alguns jovens teriam aproveitado a liberação para consumir bebida alcoólica. Uma adolescente de 13 anos chegou a passar mal e foi encaminhada pelos colegas ao Pronto-Atendimento 24 horas (Postão). Os estudantes do turno da manhã teriam sido liberados por volta das 9h por conta do falecimento do pai do diretor Carlos Alberto Machado.

Conforme o conselheiro Paulo Inda, o Conselho Tutelar recebeu informações de que havia vários adolescentes no lado de fora da instituição durante o período em que deveriam estar em aula. Segundo ele, houve diversas tentativas de contato telefônico com a escola, porém sem sucesso.

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— Quando chegamos na escola, tinha uns 30 adolescentes de 12, 13 e 14 anos no lado de fora. Questionamos e eles nos informaram que haviam sido liberados porque o colégio estava de luto — diz o conselheiro.

O Conselho Tutelar entrou em contato com a família da adolescente que passou mal após ingerir bebida alcoólica. A mãe da menina informou que não sabia que a filha havia sido liberada antes do final das aulas.

— O que nos preocupa é que os pais não foram avisados da liberação e a escola é responsável pelos alunos durante o período de aula — reforça Inda.

A reportagem tentou contato com a Escola Presidente Vargas, mas ninguém atendeu o telefone.

A coordenadora da 4ª CRE, Janice Moraes, diz que a coordenadoria ficou sabendo do falecimento do pai do diretor por volta das 8h. Porém, não havia informações que as aulas seriam suspensas.

— Fico triste, pois estamos lutando tanto para trabalhar a prevenção de violência, drogadição e, num momento de dor, a reação deles é esta. Vamos chamar a Cipave (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar) para fazer um trabalho mais acentuado com os alunos sobre o assunto. É uma lástima, mas enquanto coordenadoria farei o possível para resgatar um pouco mais de humanidade entre a comunidade — diz Janice.

 

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