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Opinião19/05/2017 | 15h01Atualizada em 19/05/2017 | 15h01

Nivaldo Pereira: ventos de Gêmeos

A vibração geminiana sugere movimento, conexões com o ambiente e muita diversificação

Nivaldo Pereira: ventos de Gêmeos Charles Segat/
Foto: Charles Segat
Nivaldo Pereira
Nivaldo Pereira

nivaldope@uol.com.br

Mudança de signo no pedaço. A partir deste sábado, às 17h32min, estaremos por um mês sob o céu de Gêmeos. A vibração geminiana sugere movimento, conexões com o ambiente e muita diversificação. A regra é abrir-se ao mundo. É feito o ciclo vital de uma planta que, uma vez brotada (Áries) e já de caule encorpado (Touro), precisa agora se repartir em galhos em todas as direções. Situado no final de uma estação e, por isso, de natureza mutável, Gêmeos simboliza a expansão pela comunicação e pelo aprendizado. No corpo, rege os pulmões e os braços, membros e órgãos duplos, fundamentais para o fluxo contínuo de mobilidade e trocas na vida. Com sua natural inquietação, Gêmeos chega para romper qualquer estagnação da fase taurina. E vem com o dom de se repartir em múltiplas facetas.

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Como signo de ar mutável, Gêmeos é o vento ligeiro, que refresca e segue em frente, ávido por novas paisagens. É uma levíssima borboleta a passear no colorido jardim do planeta, enquanto liga, aproxima e observa semelhanças e diferenças. A mente é sua ferramenta: um pensamento gera outro, que gera outro, que gera outro... A eterna dúvida produz perguntas e curiosidade. Convém saber das coisas, de tudo um pouco. Convém viajar na linguagem, uma invenção geminiana, brincando com as palavras ou fazendo delas pontes para novos mundos. Há sempre algo a contar ou a saber. São verbos deste signo: pensar, falar, perguntar, ler, escrever, imitar, parodiar, rir, mudar. E ainda persuadir, vender, simplificar e... dispersar.

Só não venham com essa crença redutora de dupla personalidade. O que há é uma identidade que se constrói pela capacidade de se fragmentar em outras. Mensageiro de todos os mundos, o geminiano precisa ser muitos, daí ser tão adaptável aos mais diferentes contextos. Na voz de um dos seus múltiplos, o poeta geminiano Fernando Pessoa escreveu: "Tenho mais almas que uma. / Há mais eus do que eu mesmo." E o barato de viver é seguir aprendendo, com leveza e humor. E eis a inquieta borboleta já mirando outra flor...

 
 

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