"Quero ser mais amigável para a gente poder alavancar Caxias do Sul", diz novo vereador sobre postura em relação ao governo Guerra - Política - Pioneiro

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Entrevista da 2ª11/06/2018 | 05h27Atualizada em 11/06/2018 | 06h42

"Quero ser mais amigável para a gente poder alavancar Caxias do Sul", diz novo vereador sobre postura em relação ao governo Guerra

Wagner Petrini assume cadeira na Câmara de Caxias do Sul nesta terça-feira

"Quero ser mais amigável para a gente poder alavancar Caxias do Sul", diz novo vereador sobre postura em relação ao governo Guerra Vania Espeiorin/Divulgação
Petrini substitui Elói Frizzo no Legislativo caxiense a partir desta terça-feira Foto: Vania Espeiorin / Divulgação

Suplente do PSB, Wagner Petrini assume nesta terça-feira como vereador na Câmara de Caxias do Sul. Ele substitui Elói Frizzo (PSB), que se licenciou para ocupar cargo no governo de José Ivo Sartori (MDB). Conhecido como Muleke, ele não irá usar no Legislativo o apelido que carrega desde criança. Quer transmitir uma imagem mais séria. A bandeira do mandato não poderá ser outra a não ser a que defendeu durante a campanha: o esporte automotor. Em 30 dias, ele projeta protocolar projeto que destine área para a prática. Quanto ao governo do prefeito Daniel Guerra (PRB), será, por óbvio, oposição, mas não radical, promete.

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Pioneiro: Quem é Wagner Petrini?
Wagner Petrini:
Vou começar pelo meu apelido. Por que Muleke? Eu tenho três irmãs mais velhas e meu pai sempre teve o sonho de ter um filho homem, então, quando eu nasci, a enfermeira chegou e disse: nasceu um molequinho. Começou com meu pai me chamando de moleque, a família chamando de moleque, depois na escola, no futebol, no trabalho. E eu acabei entrando na política como Muleke. Eu sou de Caxias, sempre morei na região do Desvio Rizzo. Aos 16, entrei no Senai e me formei em matrizaria, ferramentaria, e trabalhei em algumas empresas de Caxias. Depois, comecei a trabalhar com eventos e aí fui convidado pela vereadora Gládis Frizzo a fazer parte da associação de moradores do Desvio Rizzo. Em 2010, ela foi presidente e eu vice. Aí ela me convidou para conhecer o PSB (hoje a vereadora é do MDB) e me filiei. Em 2012, concorri a vereador, entrei na administração Alceu (Barbosa Velho) em 2013, passei a dirigir a juventude do partido (PSB) municipal. Em 2014, passei a ser secretário de organização da juventude estadual do partido. Em 2016, concorri a vereador de novo e fiquei como suplente. Sempre defendi o esporte automotor, que envolve o carro baixo, o som automotivo, o arrancadão de moto, sempre na linha da juventude. Em 2017, por um período de maio a setembro, fui assessor do deputado Catarina (Palandi) na Assembleia. Minha luta é em cima da juventude e do esporte automotor. É um tema polêmico. Essa juventude da Estação Férrea, do posto de gasolina, do som, a minha luta é para achar um espaço que contemple esse jovem para tirá-lo desses lugares, que acaba incomodando. 

E o que você propõe?
A minha proposta é um espaço longe do centro da cidade, por exemplo, como o pessoal já está trabalhando, que é um autódromo (proposta do vereador Arlindo Bandeira, PP). Mas o autódromo acaba se tornando uma questão mais difícil. O mais rápido seria um espaço que a gente consiga fazer evento, tipo a Fenachamp, em Garibaldi. Pessoal lá envolve num domingo do mês um espaço que contemple um campeonato de rebaixado, um arrancadão de moto, um som automotivo.

Esse projeto já está formatado?
Estamos com o projeto em andamento. Assumindo, a gente vai ver as questões legais para não se tornar inconstitucional e acho que em questão de 30 dias a gente vai apresentar esse projeto. 

Alguma outra proposta será encaminhada de imediato, antes desse projeto?
De imediato, vou começar na região do Desvio Rizzo, já na primeira semana, o nosso gabinete itinerante. Todo sábado à tarde, vamos recolher demandas da população e, futuramente, na região mesmo, a gente vai tentar, na área do turismo, contemplar a Lagoa do Desvio Rizzo com parque de pedalinho. Estamos trabalhando para ver o que a gente pode fazer de forma legal. 

Como será a sua atuação em relação ao governo Guerra?
Nosso partido é oposição, mas eu acredito na oposição propositiva, onde a gente não pode ser oposição por oposição. A gente tem que trabalhar de forma que o que for para contemplar o povo caxiense, eu serei a favor do governo. Agora, tem ações que vai depender muito, mas isso a gente tem que ver a situação de cada momento. Eu quero ser parceiro, trabalhar junto, tanto a favor do governo quanto a favor dos vereadores para que a gente pare com esse impasse entre governo e Câmara e alavanque Caxias.

O senhor irá substituir o vereador Elói Frizzo, que é um dos mais críticos ao Governo Guerra. A sua postura será parecida com a do Frizzo ou mais parecida com a do Edi Carlos, também seu companheiro de partido, que é mais light?
O Elói, acho que não tem comparação, é um vereador muito experiente, é um cara que já conhece a cidade muito bem, é um vereador que tem muito trabalho contemplado em Caxias e tem postura mais radical de opositor mesmo. Eu não. Tenho uma posição mais puxando para o lado do Edi Carlos, que é uma oposição... Como eu falei, vou fazer algumas ações que vou depender do governo, então, quero ser mais amigável para a gente poder alavancar Caxias do Sul. 

O que o senhor acha do governo Guerra?
Acho que começou em um padrão muito autoritário, centralizador. A população mesmo viu que o governo estava estilo uma monarquia, mas com o passar do tempo, o governo viu que não era muito bem por esse caminho e começou a tentar aproximar os vereadores, escutar mais a população. Até mesmo o impeachment acho que ajudou o prefeito a rever sua visão autoritária, acho que, agora, o governo está pegando uma linha de diálogo, isso porque qualquer problema que se tem, se resolve no diálogo.

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