Qual o futuro do país? - Política - Pioneiro

Mirante18/05/2017 | 08h48Atualizada em 18/05/2017 | 14h57

Qual o futuro do país?

Donos da JBS entregaram à Justiça gravações nas quais registram pedidos de propina de Michel Temer e Aécio Neves, além da compra do silêncio de Cunha

Qual o futuro do país? Marcos Corrêa / Divulgação/Divulgação
Foto: Marcos Corrêa / Divulgação / Divulgação

Se a delação dos empresários da Odebrecht era considerada "o fim do mundo", o que dizer então dos depoimentos dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, com gravações do presidente Michel Temer (PMDB) autorizando a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB)?

Confirmando-se, é o fim do governo. E a trajetória do senador Aécio Neves (PSDB), que já estava bem encrencado, só piora. O STF já determinou seu afastamento do mandato. O tucano pediu R$ 2 milhões para a JBS para tentar se safar da Lava-Jato.

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Cunha recebeu R$ 5 milhões após a prisão na Lava Jato. Saldo de propina anterior. Veja só. Tem propina de sobra.

Lógico que é preciso comprovar, mas já vale a pergunta: Qual o futuro do país?

Em Brasília, as sessões na Câmara dos Deputados e no Senado foram suspensas nesta quarta-feira. Em meio a protestos da esquerda, pedidos de impeachment e pressão pela renúncia, a expectativa é grande com a possibilidade de nova queda de um presidente. Hoje o dia será de forte tensão.

— Tem que manter isso, viu? — disse Temer supostamente sobre a mesada para impedir que Cunha e o operador Lúcio Funaro falassem.

É muita lama vindo à tona.

E não se ouve uma panela...

A defesa

O Palácio do Planalto divulgou uma nota dizendo que o presidente Temer não tem nada a ver com isso. Óbvio. 

Abaixo, confira a nota à imprensa:

O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.

 
 

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