Temer é gravado dando aval para compra do silêncio de Cunha, diz jornal - Política - Pioneiro

Mesada na prisão17/05/2017 | 20h51Atualizada em 18/05/2017 | 14h44

Temer é gravado dando aval para compra do silêncio de Cunha, diz jornal

Donos da JBS entregaram o material ao ministro Edson Fachin em delação premiada ainda não homologada

Temer é gravado dando aval para compra do silêncio de Cunha, diz jornal Valter Campanato/Agência Brasil
Foto: Valter Campanato / Agência Brasil

Os donos da JBS, Joesley e Wesley Batista, gravaram o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). As gravações foram oferecidas ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin na quarta-feira passada (10) em delação premiada ainda não homologada. As informações são de O Globo. 

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Na gravação, de acordo com o jornal, Temer indica a Joesley o deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) para resolver um assunto da J&F (holding que controla a JBS). Em outra gravação, Rocha Loures foi filmado recebendo uma mala com R$ 500 mil enviados por Joesley. 

De acordo com o jornal, Temer e Joesley se encontraram no Palácio do Jaburu em 7 de março por volta das 22h30min. Na conversa, que durou cerca de 40 minutos, Temer também ouviu do empresário que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada na prisão para ficarem calados. Diante da informação, Temer incentivou: 

"Tem que manter isso, viu?". 

Aos procuradores, Joesley disse que não foi Temer quem solicitou o pagamento da mesada, mas que o presidente sabia dos pagamentos. 

Esta e a primeira vez que a força-tarefa da Lava-Jato fez "ações controladas" — em um total de sete — para obter prova flagrante. A ação foi adiada para que a polícia conseguisse um momento mais oportuno para o avanço da investigação.

O senador Aécio Neves também foi gravado, pedindo R$ 2 milhões a Joesley. O dinheiro foi entregue a um primo do presidente do PSDB, numa cena filmada pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que eles foram depositados numa empresa do senador Zeze Perrella (PSDB-MG).

 
 

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