Crimes patrimoniais têm queda, mas estelionatos fazem 22 mil vítimas no Rio Grande do Sul  - Polícia - Pioneiro

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Balanço do semestre09/07/2020 | 16h50Atualizada em 09/07/2020 | 18h19

Crimes patrimoniais têm queda, mas estelionatos fazem 22 mil vítimas no Rio Grande do Sul 

O número de pessoas enganadas por golpistas dobrou. Em Flores da Cunha, o aumento chegou a 166%

Crimes patrimoniais têm queda, mas estelionatos fazem 22 mil vítimas no Rio Grande do Sul  Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Os indicadores criminais do primeiro semestre mostram que os crimes patrimoniais estão em queda. Na apresentação das estatísticas, nesta quarta-feira (9), a Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) destacou a redução de 19,8% nos roubos de veículos em relação aos primeiros seis meses de 2019, que passaram de 6.045 ocorrências para 4.850 – 1,1 mil casos a menos. Contudo, um crime específico continua a crescer e merece atenção de todos os gaúchos: o estelionato. O número de pessoas enganadas por golpistas dobrou no período, fazendo mais de 22 mil vítimas no Rio Grande do Sul.

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Na Serra, o maior número de golpes aconteceu em Caxias do Sul, que registrou 1.358 casos e um crescimento de 90% na comparação com os primeiros seis meses do ano passado. A média é de sete pessoas por dia.

Percentualmente, o crescimento dos estelionatos foi ainda maior em Bento Gonçalves, com 137% de casos a mais, e Flores da Cunha, onde o número de vítimas aumentou 166%.

O alerta não é novo. No final de 2019, o Ministério Público e a Polícia Civil já tinham lançado a cartilha Fique Esperto, desenvolvida para explicar os 15 golpes mais comuns na Serra e dar dicas de prevenção. Em 2018, as estatísticas já mostravam o estelionato como o crime que mais cresce na região.

 Furtos e roubos têm queda nas cidades mais populosas

A queda dos delitos patrimoniais está atrelada à crise do coronavírus, que gerou restrições na circulação de pessoas desde março. Ainda assim, há vários números que podem ser comemorados.  Em Caxias do Sul, por exemplo, os furtos caíram de 1.919, no primeiro semestre do ano passado, para 1.554 no mesmo período deste ano. São 365 delitos a menos. As reduções também aconteceram nos índices de roubos e veículos levados por ladrões.

Percentualmente, a queda mais expressiva aconteceu nos furtos de veículo em Farroupilha. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 100 automóveis levados por ladrões na cidade. Este ano, apenas 31. Uma redução de 69% no período. A cidade também registrou uma queda de 33% nos roubos de veículos.

Já Bento Gonçalves contabilizou a maior queda nos roubos em geral. Foram 85 nos primeiros seis meses deste ano, contra 125 no mesmo período do ano passado. Uma redução de 32% nos assaltos. A Capital do Vinho também comemora diminuições nos furtos, em 38%, e furtos de veículos, 49%.

O êxito das cidades mais populosas nas diminuições dos índices criminais não se refletiu em Flores da Cunha. O município de 30 mil habitantes teve aumentos expressivos nos roubos de veículos e furtos em geral, de 83% e 44%, respectivamente.

Em Vacaria, o destaque negativo foram os furtos de veículos que praticamente dobraram: foram de 22 no primeiro semestre do ano passado para 43 nestes seis meses de 2020. Os assaltos e furtos em geral também tiveram aumento.

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