Venezuelana morreu por asfixia causada por queimaduras após ser atacada em Caxias - Polícia - Pioneiro

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Feminicídio 14/12/2019 | 12h48Atualizada em 14/12/2019 | 14h31

Venezuelana morreu por asfixia causada por queimaduras após ser atacada em Caxias

Ex-namorado jogou uma substância ácida no rosto e tórax da jovem

Venezuelana morreu por asfixia causada por queimaduras após ser atacada em Caxias Arquivo pessoal / Divulgação/Divulgação
Venezuelana morreu por asfixia causada por queimaduras após ser atacada em Caxias Foto: Arquivo pessoal / Divulgação / Divulgação

O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) concluiu que a venezuelana Ariana Victoria Godoy Figuera, 24 anos, morreu por asfixia mecânica, provocada por queimadura interna das vias áreas e dos pulmões. Agora, o IGP analisa as roupas usadas pela jovem para identificar a substância utilizada pelo ex-namorado Deivis Lobato Braga, 36, para atacar Ariana.

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O homem que confessou o crime atacou a jovem por volta das 22h30min, da última quinta-feira (12), quando ela chegava em casa no bairro Desvio Rizzo, em Caxias do Sul. Ele jogou uma substância, possivelmente, ácido no rosto da jovem. A venezuela foi socorrida e levada ao Hospital Pompéia, e morreu pouco depois das 7h desta sexta-feira (13).  Conforme prontuário médico, Ariana teve 19% do corpo atingido por queimaduras de 3º grau em razão do uso de ácido, que atingiu a face e o tórax.

À polícia, Lobato afirmou não saber qual produto foi jogado contra Ariana. Ele alegou que trabalha na poda de árvores e que o produto era utilizado durante o expediente. O encontro com a vítima, na quinta-feira, segundo o autor, não foi premeditado.

Entretanto, uma testemunha afirma ter visto um pote de vidro com ácido na casa do autor confesso do feminicídio. Essa foi uma das informações que embasaram o pedido de prisão preventiva contra o homem, que foi encaminhado a um presídio de Caxias do Sul, ainda nesta sexta-feira (13).

Um familiar de Ariana que esteve na casa de Deivis, no bairro Desvio Rizzo, dias antes do crime viu um pote de vidro com um líquido no chão e se aproximou para ver o que era, momento em que foi repreendido por Deivis. O homem mencionou que havia ácido no pote e mostrou um braço queimado com o produto. Supostamente, teria sido esse mesmo pote que Deivis carregava na noite de quinta-feira (12) quando atacou Ariana no portão da casa dela e fugiu. Socorrida por familiares, Ariana mencionou que foi Deivis quem havia atirado o líquido nela.

TRISTEZA E REVOLTA NO VELÓRIO

Venezuelana morreu por asfixia causada por queimaduras após ser atacada em Caxias. O laudo do Instituto Geral de Perícias (IGP) concluiu que a venezuelana Ariana Victoria Godoy Figuera, 24 anos, morreu por asfixia mecânica, provocada por queimadura interna das vias áreas e dos pulmões. Agora, o IGP analisa as roupas usadas pela jovem para identificar a substância utilizada pelo ex-namorado Deivis Lobato Braga, 36, para atacar Ariana.
Familiares e amigos de Ariana estão inconformados com o assassinato brutal da jovemFoto: Jeferson Ageitos / Agência RBS

Familiares e amigos de Ariana estão inconformados com o assassinato brutal da jovem. No velório, que começou pouco depois das 6h deste sábado eles pediam justiça. O sepultamento da venezuelana ocorre a partir das 15h30min no Cemitério Público Municipal Rosário II. Ela deixa dois filhos pequenos, de três e um ano. 

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