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Violência26/08/2019 | 17h08Atualizada em 26/08/2019 | 17h08

Uso de drogas motivou os três roubos com morte deste ano em Caxias do Sul

Com tolerância zero, Polícia Civil esclareceu os 27 latrocínios que aconteceram desde 2016

Uso de drogas motivou os três roubos com morte deste ano em Caxias do Sul Lucas Amorelli/Agencia RBS
Crime mais recente aconteceu na Rua dos Jardineiros, no bairro Belo Horizonte Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

Os três roubos com morte neste ano em Caxias do Sul foram cometidos por usuários de crack que precisavam saciar o vício. Essa característica foi destacada pelo delegado Adriano Linhares, da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), para exemplificar mais uma vez o problema que é a droga em nossa sociedade. Na sexta-feira (23), Luís Francisco Siqueira Borges, 62 anos, foi esfaqueado e amarrado pela moradora de rua que acolhia em sua casa no bairro Belo Horizonte.

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O crime foi registrado às 18h30min e, pelos indícios de um assalto, a Draco foi acionada. Os investigadores identificaram a suspeita ainda naquela noite. O que demorou foi a sua captura, justamente por Jocemara Pereira Maciel, 38 anos, ser usuária de drogas e ter rumo incerto. A prisão aconteceu na tarde de sábado (24) em uma reciclagem do bairro Santa Fé.

Os acontecimentos deste final de semana, por outro lado, reforçam a postura de tolerância zero da Polícia Civil contra latrocínios. Desde 2016, Caxias do Sul registrou 27 roubos com mortes e todos foram esclarecidos, como mostra o Contador da Violência. Os cinco investigados pelos três crimes deste ano estão recolhidos preventivamente.

— É a prioridade, como também é o caso com sequestros. A equipe toda é mobilizada e não tem final de semana, dia ou noite. Obrigatoriamente, nos mobilizamos para resolver rapidamente. Matar uma pessoa para retirar o patrimônio é um absurdo e deve receber uma resposta imediata do Estado — afirma o delegado Adriano Linhares.

Latrocínios em Caxias do Sul:
2016:
8
2017: 9
2018: 5
2019: 3

Usuário roubava carros por R$ 5 a R$ 30

O primeiro latrocínio aconteceu no dia 5 de março, quando o dono de uma lavagem do bairro Salgado Filho foi morto a tiros durante uma tentativa de assalto. Darci Alves de Brito, 68 anos, foi atingido por dois tiros no peito e na cabeça. De acordo com testemunhas, Brito tentou evitar que o criminoso levasse o carro de um cliente e por isso foi baleado.

No dia seguinte ao crime, Dieverson Marcos da Silva, 31, que foi apontado como o autor dos disparos, e Gregory de Souza da Silva, 23, que era o proprietário do Corsa azul utilizado no crime, foram capturados no bairro Mariani. Segundo a Polícia Civil, Dieverson confessou ser dependente químico e que costumava praticar roubos de carros em troca de R$ 5 a R$ 30.

Ambos os indiciados seguem recolhidos no sistema penitenciário. O processo teve uma primeira audiência no dia 2 de julho, mas o ato foi prejudicado pela colidência de defesas (quando os réus são representados pelo mesmo defensor, mas tem versões distintas). A Defensoria Pública foi intimada da situação e uma nova audiência foi agendada para 15 de outubro.

Dupla atacou casal a pedras

O segundo crime foi na madrugada de 6 de julho, quando um morador do bairro Charqueadas foi morto a pedradas. Maicon Roberto Contenda da Silva, 29,  e a esposa foram perseguidos e atacados por dois ladrões quando caminhavam pela Rua Cristiano Ramos de Oliveira, cerca de um quilômetro da residência onde moravam. O casal tentou fugir, mas a mulher foi agarrada pelos cabelos. Ao reagir, o marido foi agredido com golpes de pedra e morreu. Os bandidos recolheram o dinheiro do bolso da vítima e fugiram correndo.

A coleta de informações levou até uma área verde que fica próxima ao crime e seria conhecida pelo consumo de drogas. Aproximadamente oito horas após o crime, Jovane Anschau Batista, 27, e Rodrigo dos Santos, 37,  foram presos em flagrante e reconhecidos pela esposa da vítima. 

A dupla possui antecedentes por furtos e um perfil considerado comum para usuários crack. Eles seguem recolhidos no sistema penitenciário. O processo está em fase de instrução na 4ª Vara Criminal.

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