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Polícia Civil05/06/2019 | 15h32Atualizada em 05/06/2019 | 15h37

Um mês após morte de professor, assassinato segue sem respostas em Caxias do Sul

Antes de ser morto, docente teria pego carona com alguém conhecido, segundo a polícia

Um mês após morte de professor, assassinato segue sem respostas em Caxias do Sul Facebook/Reprodução
Vinícius Ferreira da Silva Gatelli Foto: Facebook / Reprodução

A morte do professor Vinícius Ferreira da Silva Gatelli, 25 anos, assassinado em maio, continua sem respostas em Caxias do Sul. A vítima foi encontrada caída com R$ 1,5 mil embaixo da Ponte Seca na lateral da Rua Luiz Covolan, no Loteamento Mattioda, no dia 3. A Delegacia de Homicídios admite que este caso é atípico e pede ajuda de testemunhas.

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Gatelli foi visto pela última vez quando sacou dinheiro no caixa eletrônico de um posto de combustíveis na Rua Cristiano Ramos de Oliveira, no bairro Desvio Rizzo. Imagens de câmeras de monitoramento mostram o professor deixando o estabelecimento sozinho, mas não apontam a direção que ele seguiu. Menos de uma hora depois, o corpo dele foi encontrado no outro lado da cidade.

Para o delegado Rodrigo Kegler Duarte, o professor pegou carona com alguma pessoa conhecida antes de ser morto. A busca é por testemunhas ou novas câmeras que mostrem pelo menos o veículo que Gatelli embarcou. Confira a entrevista concedida pelo chefe da Delegacia de Homicídios:

Pioneiro: Quais as dificuldades enfrentadas na investigação?
Rodrigo Kegler Duarte:
A falta de testemunhas ou imagens. O que temos é o momento que ele sai do posto, onde sacou o dinheiro, mas não mostram para que direção foi e se pegou algum tipo de carona. Não se tem testemunha dele subindo em um carro ou saindo dali com alguém específico. As principais dificuldades são essas. Presumimos que ele conhecia a pessoa que acabou o matando. Aparentemente, ele embarcou de livre e espontânea vontade, o que depois progrediu para um caso de violência e morte.

A hipótese é que o professor pegou uma carona?
A morte foi logo depois que ele sacou o dinheiro (no posto de combustíveis), então deve ter saído de carro com alguém que conhecia.

Sobre o motivo da morte, quais são as linhas de investigação?
Há uma investigação de um cunho profissional, sobre uma denúncia que foi feita um tempo atrás, e temos também uma questão passional. Mas, é muito inicial, não temos provas efetivas destas motivações ou da autoria. Está muito vago ainda. O que está descartado é um roubo (foi encontrado R$ 1,5 mil com a vítima).

O homicídio não teria sido naquele local?
Com certeza, não foi ali. O local do crime deixa bem evidente que ele foi dispensado naquele local. As pessoas ainda tiveram o cuidado de dispensar exatamente embaixo da ponte, onde não estava chovendo.

Considera este um caso atípico?
É um homicídio que sai daquela rotina padrão que é de envolver vida criminosa pregressa. Geralmente, as execuções são no mesmo lugar, não há este transporte de cadáver. A vida pregressa desta vítima mostra que ele trabalhava e tinha uma vida pacífica. A questão dele estar inserido em um meio violento, está descartada. Agora, o que justificaria um fato desta natureza contra uma pessoa que não tem histórico criminoso? Chama atenção neste sentido.

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