"Ele chegou e apontou a arma para o meu rosto", conta dono de mercado assaltado em Bento Gonçalves - Polícia - Pioneiro

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Insegurança26/06/2019 | 11h14Atualizada em 26/06/2019 | 11h14

"Ele chegou e apontou a arma para o meu rosto", conta dono de mercado assaltado em Bento Gonçalves

Criminoso atirou contra o proprietário e um cliente na noite de terça-feira

"Ele chegou e apontou a arma para o meu rosto", conta dono de mercado assaltado em Bento Gonçalves reprodução/divulgação
Ocorrência em um mercado e açougue foi na noite de terça-feira. Polícia procura suspeitos Foto: reprodução / divulgação
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Três assaltos em cinco anos. Este é o saldo acumulado pelo empresário de 49 anos, proprietário do minimercado que foi alvo de criminosos no fim da tarde de terça-feira (25) em Bento Gonçalves. Ele e um cliente estavam no estabelecimento, no bairro Fenavinho, no momento em que um homem armado se aproximou do caixa e anunciou o assalto. Ambos ficaram feridos com tiros de raspão, mas receberam atendimento médico e foram liberados ainda na noite de terça.

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Mesmo com medo e ainda se recuperando do susto, o empresário abriu as portas do estabelecimento na manhã desta quarta-feira (25). O minimercado é um negócio familiar, tocado apenas por ele e pela esposa.

Ainda na terça, a Brigada Militar fez buscas aos dois assaltantes que participaram do crime - um deles ficou no lado de fora enquanto o outro abordou o proprietário e o cliente. No entanto, ninguém foi preso até o final da manhã desta quarta. A suspeita é que eles fugiram em direção à Alameda Fenavinho, que leva aos bairros Licorsul, Vila Nova e Eucaliptos. Informações sobre o paradeiro deles podem ser encaminhadas ao WhatsApp da Brigada Militar pelo número (54) 99657-1353. O sigilo é garantido.

Falamos com o proprietário do minimercado. Confira a entrevista completa:

Pioneiro: Como foi que tudo aconteceu?

Dono do minimercado: Era mais ou menos umas 18h15min (de terça-feira). Minha esposa tinha saído para buscar nossos dois filhos e eu fiquei sozinho. Só tinha um cliente, que eu estava atendendo no caixa. O assaltante chegou de moto. Aparentemente, eles estavam em dois. O cara desembarcou e já chegou me ameaçando e apontando a arma diretamente no meu rosto. Sei que fiz errado: levantei a mão para tentar me defender. Foi por impulso. Quando eu saí para um lado, ele me atirou e atirou no cliente. 

Como o senhor se sente numa situação dessas?
Sinto que a gente está com falta de segurança. Você está no seu local de trabalho, para tentar sobreviver, e simplesmente vem uma pessoa para tirar a tua vida e levar uns trocadinhos.  A gente se sente inseguro. 

Quantas vezes o estabelecimento já foi assaltado?
Já é a terceira vez que isso acontece. A primeira vez foi com o meu filho, assaltado com faca. Depois, estava só a minha esposa. Eles pegaram dinheiro e saíram correndo. 

Neste caso de terça-feira, o assaltante falou alguma coisa para o senhor?
Ele só falou que era um assalto e falou para passar o dinheiro. 

Foi sorte o tiro ter pego de raspão...
Sim, digo que nasci de novo. 

Como é esse dia depois do assalto?
Infelizmente, a gente fica um pouco perturbado. Estou assustado com os clientes que chegam. 

Bento Gonçalves está perigoso?
Sim. Os índices de assassinato já vem mostrando que está perigoso. Eu tive mais sorte até o momento. Sou uma pessoa de bem, que trato todo mundo bem. A gente está aqui para servir e sempre na intenção de fazer o melhor. 

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