Quem são os mortos e presos em confronto com a Brigada Militar em Caxias do Sul - Polícia - Pioneiro

Crime ostentação25/08/2017 | 15h24Atualizada em 25/08/2017 | 21h04

Quem são os mortos e presos em confronto com a Brigada Militar em Caxias do Sul

Nas redes sociais dos cinco envolvidos foram encontradas fotos com armas e munições

Quem são os mortos e presos em confronto com a Brigada Militar em Caxias do Sul Brigada Militar / Divulgação/Divulgação
Foto encontrada pela polícia nas redes sociais dos envolvidos Foto: Brigada Militar / Divulgação / Divulgação

Uma denúncia anônima permitiu que a Brigada Militar (BM) desarticulasse um grupo criminoso em Caxias do Sul na manhã desta sexta-feira. Os cinco envolvidos possuem antecedentes criminais, principalmente por roubos. O bando estava em uma casa alugada na Rua Doutor Antônio Botto, bairro Fátima, e teriam recebido os policiais militares a tiros. No confronto, dois criminosos morreram e outros três foram presos em flagrante. Duas espingardas calibre .12, duas pistolas 9mm, uma pistola .380 e um revólver .38 foram apreendidos.

Os mortos são Lindomar Rodrigues Kelin, 38 anos, que era procurado desde agosto de 2017, e Misael Padilha de Oliveira, 38, que cumpria pena em prisão domiciliar. Os detidos são Leonardo da Silva Branco, 24, Bryan Godry, 22, e Edmilson da Glória Gonçalves.

Presos ostentavam armamentos em suas redes sociais Foto: Brigada Militar / Divulgação

De acordo com os policiais militares, os três presos afirmaram pertencer a uma facção de Porto Alegre. Na Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), os autuados optaram por se manifestar somente em juízo.

Nas redes sociais dos criminosos, os brigadianos encontraram fotos ostentando armas, munições e referências ao grupo criminoso da Região Metropolitana. Porém, os crimes conhecidos dos cinco envolvidos foram todos praticados na Serra.

Lindomar Rodrigues Kelin, 38 anos

Lindomar Rodrigues Kelin morreu em confronto com a BM no bairro Fátima Foto: Reprodução

É natural de São João da Urtiga e morava em Vacaria. Possui uma pena total de 37 anos e era procurado desde agosto por mandados expedidos em Caxias do Sul e São José do Ouro. Kelin possui três condenações por roubos em Lagoa Vermelha entre 2006 e 2008 e outras duas por roubos em Vacaria entre 2005 e 2006.

Sua condenação mais recente é referente ao assalto da Serra Loterias, na Rua Pinheiro Machado, em Caxias, no dia 25 de setembro de 2015. Na ocasião, três homens armados chegaram em um Sandero com placas adulteradas e roubaram R$ 15 mil da casa lotérica. A BM foi acionada e, durante as buscas, os PMs desconfiaram da movimentação de outro veículo, um Focus. Houve resistência e perseguição até que a viatura policial colidiu contra o automóvel suspeito.

Além de Kelin, foram presos em flagrante Giovane Rodrigues de Araújo e Leonardo da Silva Branco, um dos detidos na ação desta sexta-feira. Com o trio, foram apreendidos uma pistola calibre .380, um revólver .38 raspado e os produtos do roubo à lotérica.

Misael Padilha de Oliveira, 38 anos

Misael Padilha de Oliveira morreu em confronto com a BM no bairro Fátima Foto: Reprodução

É natural de Vacaria, possui uma pena total de 56 anos e oito meses de reclusão e cumpria pena em prisão domiciliar. Possui condenações em Osório (por tentativa de homicídio em 2006) e em São Marcos (por tentativa de homicídio em 2011), mas sua principal área de atuação é em Vacaria, onde coleciona quatro condenações.

Uma delas é referente a um roubo no dia 2 de junho de 2002, quando Oliveira e Adair da Silva Maidana invadiram uma residência no bairro Nova Escócia e fizeram uma criança de 9 anos de refém. Com a arma na cabeça da criança, os criminosos renderam o dono da casa e o trancaram em um banheiro. A menina, junto com a mãe e uma irmã, foram colocadas em um quarto. Foram roubados um aparelho de som e R$ 1,5 mil da família.

Na sequência, Oliveira seguiu até uma propriedade vizinha e rendeu um menino de cinco anos. Novamente, os bandidos amarraram os adultos e reviraram os cômodos. Após, a dupla fugiu em um trator de uma das vítimas.

Leonardo da Silva Branco, 24 anos

Leonardo da Silva Branco foi preso após confronto com a BM no bairro Fátima Foto: Reprodução

É natural de Farroupilha, possui pena total de 10 anos e cinco meses e estava em regime semiaberto. Como o Instituto Penal de Caxias do Sul continua interditado, Branco cumpria pena em prisão domiciliar. 

Branco ainda possui antecedentes por receptação, furto, tráfico de entorpecentes e associação para o tráfico. Sua única condenação é referente ao roubo a lotérica que praticou com Lindomar Rodrigues Kelin, um dos mortos no confronto desta sexta-feira.

Bryan Godry, 22 anos

Bryan Godry foi preso após confronto com a BM no bairro Fátima Foto: Reprodução

É natural de Caxias do Sul e possui antecedentes por roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma de fogo e receptação. Responde a um processo de roubo que tramita na 4ª Vara Criminal de Caxias do Sul desde agosto deste ano.

De acordo com a BM, Godry é suspeito de vários roubos a residência no interior. Um deles ocorreu nas imediações de São Bráz, quando foram levadas baterias de um comércio. Godry foi reconhecido neste crime. Na ocasião, foi utilizada uma caminhonete Tiguan que é relacionada a outros assaltos.

Godry, que estava em liberdade desde 25 de junho, já estava sendo investigado pela Polícia Civil de Caxias do Sul por crimes de roubo. Inclusive, a 3ª Delegacia de Polícia (3ª DP) havia representado por sua prisão preventiva na quinta-feira (24).

Edmilson da Glória Gonçalves, 25 anos

Edmilson da Glória Gonçalves foi preso após confronto com a BM no bairro Fátima Foto: Reprodução

É natural de Sapucaia do Sul e possui antecedentes por roubo, receptação, falsa identidade, posse de droga e porte ilegal de arma de fogo. Este último crime ocorreu no final de julho, quando Gonçalves foi preso em flagrante com revólver calibre .38 na cintura. A arma estava municiada e com a numeração raspada. O acusado ainda carregava 10 cartuchos de .38 e outras cinco munições de calibre .45, que é de uso restrito, no bolso.

Gonçalves ficou recolhido até esta quinta-feira (24) quando foi beneficiado com a liberdade provisória. Na decisão, a juíza da Vara de Execuções Criminais ponderou que "porte de arma de fogo de numeração raspada é crime de perigo abstrato e sem qualquer violência à pessoa. Ainda, o acusado é tecnicamente primário, possuindo uma condenação por ameaça, ainda não transitada em julgado".

 
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