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SUS09/07/2020 | 17h23Atualizada em 09/07/2020 | 19h25

Prefeitura de Caxias do Sul anuncia abertura de oito novos leitos de UTI no Hospital Geral

Ainda está em análise uma outra ampliação de vagas

Prefeitura de Caxias do Sul anuncia abertura de oito novos leitos de UTI no Hospital Geral Andréia Copini/Divulgação
Foto: Andréia Copini / Divulgação

Oito novos leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) do Sistema Único de Saúde foram abertos no Hospital Geral de Caxias do Sul, nesta quinta-feira (9). As estruturas foram instaladas visando reforçar a rede de atendimento para acolhimento de possível ampliação de internações em meio à pandemia de coronavírus.

Os leitos foram custeados unicamente pelo município e  demandam investimento de R$ 2.629,78 por dia. Desde o início da pandemia, Caxias do Sul ampliou em 91% a quantidade de leitos de UTI adulto pelo SUS, passando de 34 para 65. No HG, agora são 28.

Conforme revelaram o prefeito Flávio Cassina (PTB) e o vice Elói Frizzo (PSB) em live nesta quinta-feira (9), outros oito novos leitos já estão foram encomendados pelo município e podem ser abertos, caso haja sinalização de mudança de bandeira da Serra no programa de distanciamento controlado do governo do Estado.  Cassina, no entanto, reconhece que o município está encontrando dificuldades de viabilizar a ampliação da rede.

— Temos mais oito leitos pré-encomendados, mas vamos verificar o que vai acontecer com a situação das bandeiras. Se for necessário vamos fazer o esforço, mas já estamos tendo dificuldade, estamos quase batendo no teto em função, não de recursos propriamente ditos, mas equipes para trabalhar nesses leitos. Não só o leito, tem de ter o equipamento e principalmente a equipe e médicos intensivistas, e estamos tendo dificuldades de obtenção de novos — declarou Cassina.

Questionados se as dificuldades do poder público para ampliação da rede de atendimento não indicavam a necessidade de aceitar a bandeira vermelha como realidade, Frizzo defendeu que a ocupação de leitos está abaixo da prevista, assim como o nível de contaminação projetado inicialmente.

—  Nunca passamos de 70, 74% de ocupação de leitos de UTI. O ano passado, nessas mesmas datas, estávamos com 100% dos leitos ocupados. Se projetava um número de infecções de até 50 mil pessoas. Se trabalhava com em torno de 11 mil pessoas que adquiririam a infecção e um universo de em torno de 3 mil hospitalizações e até 400 internações em leitos de UTI — avaliou Frizzo.

Para ele, o que complica a situação de Caxias é ser avaliada em âmbito regional, conforme os critérios do governo do Estado:

— Entre as 10 principais cidades brasileira entre 500 e 600 mil habitantes, Caxias é a melhor colocada em performance, temos número bem menor de óbitos. O critério das bandeiras nos colocou em saia justa, pois regionalizou o problema, nos colocou junto com 49 cidades. Então, todas as ações levam em conta o que acontece em todas as cidades e não especificamente na nossa.

O anúncio com a possibilidade de redefinição do mapa do Rio Grande do Sul ocorre nesta sexta (10). Nesta quinta-feira à tarde, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde, Caxias tem 144 leitos de UTI (contabilizando SUS e privado), com 91 ocupados, ou 63,2% de taxa de ocupação.

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