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Pandemia27/06/2020 | 09h33Atualizada em 27/06/2020 | 09h33

Volta da bandeira vermelha na região de Caxias preocupa entidades da indústria, comércio e serviços  

Nova bandeira foi anunciada na sexta-feira pelo governador Eduardo Leite

Volta da bandeira vermelha na região de Caxias preocupa entidades da indústria, comércio e serviços   Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Entidades representativas da indústria, comércio e serviços manifestaram preocupação com o aumento das restrições Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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O retorno da região de Caxias do Sul à bandeira vermelha trouxe preocupações. Os prefeitos terão até domingo (28) para argumentar e mostrar ao governo estadual números que comprovem que a Serra tem possibilidade de estar, no mínimo, na bandeira laranja. Entidades representativas da indústria, comércio e serviços se manifestaram com o aumento das restrições. Confira: 

"Como empresário estou chocado, como CIC peço que associados esperem até segunda-feira. Até domingo prefeitos vão se mobilizar, colocar mais dados à disposição do Estado, demonstrarmos que temos diversos leitos. Espero que consigamos cair fora (da bandeira vermelha na) segunda-feira. A situação do empresário neste momento é imprevisível demais, seria uma pá de cal em muitos empreendimentos. Estou assustado e revoltado com a doença. Serviço e comércio fechados teriam muito problemas, os restaurantes principalmente. Indústria também, se cair para 50% vai ser um baque muito grande até para a indústria, que estava numa situação um pouco mais confortável. Me parece que a doença avança e as regras do Estado são muito mais restritivas do que outros estados, além de técnica precisaria de uma decisão política, pensar se não vale a pena correr algum risco. Neste momento estamos ouvindo só o lado técnico."
Ivanir Gasparin, presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias

"O impacto para o comércio é enorme, não tem nem como medir e não sei nem como comunicar aos nossos lojistas que eles vão estar de portas fechadas na próxima semana. Queremos ver com o prefeito já neste sábado se conseguimos melhorar esses números, porque está difícil trabalhar com esse abre e fecha, afasta ou não afasta, não tem férias mais para conceder...  É inviável ficarmos 14 dias na bandeira vermelha, temos que ir para cima do governo, nem cogito a ideia de ficar 14 dias parado. Ficar a semana inteira seguinte já seria trágico. Eu temia que isso fosse acontecer, mas pensava que haveria a capacidade hospitalar suficiente para resistirmos e teve nosso próprio sacrifício de fechar nos domingos, espero que isso também ajude a minimizar a situação."
Idalice Manchini, presidente do Sindilojas Caxias

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"A troca de classificação deverá agravar os impactos negativos na economia do município, colocando em risco a sobrevivência de empresas e, consequentemente, a manutenção de empregos. A situação está gravíssima. Precisamos que o governo estadual invista recursos maiores na saúde, como a ampliação de leitos, testagens e EPIs, sem precisar bloquear sempre a economia como meio de contenção à Covid-19. Precisamos de iniciativas que busquem também salvar as empresas, preservar os empregos afim de evitar um colapso social que pode levar anos para ser superado. E seguiremos dando continuidade a este trabalho de defesa dos setores das empresas de comércio, serviços e indústrias e os efeitos negativos que a paralisação trará. E precisamos que toda a comunidade caxiense faça sua parte. Na hora de sair de casa, é fundamental que todos estejamos conscientes das precauções a serem tomadas, como a utilização de máscara, álcool em gel e cuidados com a etiqueta respiratória."
Renato Corso, presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de Caxias do Sul, Renato Corso

"A medida é válida e necessária para estancar o avanço do coronavírus e impedir o colapso na saúde, que sempre deve ser tratada em primeiro lugar. Porém, sabemos que resultará em impacto na economia, principalmente para as empresas que estavam se estruturando para uma retomada mais consistente. Sempre que há fechamento do comércio e redução da atividade industrial, os impactos são negativos. É ruim para a indústria, mas, por outro lado, sabemos que é importante respeitarmos e olharmos com atenção para a saúde da população. Aguardamos a posição final do governo com relação as bandeiras."
Paulo Spanholi, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul e Região (Simecs)

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