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Rede estadual29/06/2020 | 13h25Atualizada em 29/06/2020 | 13h25

Escolas de Caxias do Sul aguardam posição do Estado para retorno às aulas presenciais

Governo não tem previsão para reabertura das instituições para os estudantes

Escolas de Caxias do Sul aguardam posição do Estado para retorno às aulas presenciais André Ávila/Agencia RBS
Atividades remotas são alternativa durante pandemia de coronavírus Foto: André Ávila / Agencia RBS

Ainda sem definições sobre a volta às aulas de forma presencial, as escolas da rede estadual de Caxias do Sul têm mantido as atividades remotas como alternativa. Na semana passada, o governador Eduardo Leite (PSDB) projetou que os encontros fora do universo virtual só serão possíveis a partir de agosto. No entanto, nem isso está definido. O cenário altamente instável da pandemia afeta também as escolas que aguardam protocolos para o retorno.

O processo de volta aos bancos escolares será coordenado pela Secretaria Estadual da Educação. Enquanto isso, algumas escolas fazem o que é possível para planejar o futuro. Na Escola Estadual Técnica de Caxias do Sul (EETCS), por exemplo, a diretora Salete Aparecida Moraes Dutra conta que já foram comprados equipamentos e materiais necessários para a proteção, como álcool gel, tapetes de desinfecção, luvas e viseiras. No entanto, a escola, assim como as demais do RS, trabalham no escuro sobre um possível retorno presencial.

— Tem que ter paciência e ser muito solidário. Solidariedade nesse momento é muito importante — comenta Salete, que está à frente da instituição com quase mil alunos.

Diferente da EETCS, que tem apenas o Ensino Médio, a escola Alexandre Zattera, no bairro Desvio Rizzo, atende também estudantes do Ensino Fundamental. No colégio, a organização é diferente para alunos do 1º ao 5º ano em relação aos mais velhos. Com os pequenos, o contato com os pais ocorre por meio de aplicativos de mensagem. Com os maiores, uma plataforma do Google é utilizada. A diretora Cristiane Modena conta que a escola comprou produtos, como álcool gel e desinfetantes para as equipes que continuam trabalhando, mas não para um retorno massivo de cerca de mil alunos:

— Não temos nenhuma certeza. Tudo que já foi falado é bastante especulação.

A diretora da escola Cristóvão de Mendoza, Roseli Bergozza, reforça que o cenário é de incerteza. Ela conta que o Estado tem repassado instruções para o retorno, como orientações para uso de Equipamentos de Proteção Individual e distanciamento entre os estudantes, mas nenhuma definição oficial sobre o retorno de frequência  de aproximadamente mil estudantes matriculados na instituição do bairro Cinquentenário:

— Nós estamos sendo um pouco preparados em relação a isso, mas nada consolidado ainda.

A titular da 4ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Viviane Devalle, destaca que o aumento no número de casos verificado no Estado impossibilita uma previsão de retorno às salas de aula.

— Estamos programando e nos organizado caso futuramente aconteça o retorno, mesmo que gradual, mas de momento não temos nada definido em relação a isso.

As escolas estão abertas às terças e quintas-feiras, das 10h às 15h, para orientação e entrega de material aos pais de famílias sem acesso à internet. Se a bandeira vermelha para a Serra a partir de terça-feira (30) for confirmada, as escolas deixam de ter atendimento presencial também nesses dias e os contatos devem ser feitos por telefone, aplicativos de mensagens ou e-mail.

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