Perícia aponta que queda de telhado de supermercado em Caxias pode ter sido causada por sobrecarga - Geral - Pioneiro

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Conclusão preliminar23/05/2019 | 10h24Atualizada em 23/05/2019 | 10h24

Perícia aponta que queda de telhado de supermercado em Caxias pode ter sido causada por sobrecarga

Estrutura tinha mais de 300 painéis solares. A rede Andreazza disse que não vai se manifestar por enquanto

Perícia aponta que queda de telhado de supermercado em Caxias pode ter sido causada por sobrecarga Antonio Valiente/Agencia RBS
Estrutura cedeu no fim da tarde desta segunda-feira (20) Foto: Antonio Valiente / Agencia RBS

A queda do telhado da unidade em construção do supermercado Andreazza, na Rua Moreira César, em Caxias do Sul, pode ter sido causada por excesso de peso, segundo conclusão preliminar do Instituto Geral de Perícias (IGP). O acidente ocorreu no fim da tarde de segunda-feira (20) e deixou ferido um dos sócios da rede, Jaime Andreazza. Embora estivesse praticamente concluída, a obra estava embargada pelo município por problemas com a documentação. Por meio do seu porta-voz, a rede Andreazza informou que não se manifestará, por enquanto, sobre a conclusão da perícia.

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De acordo com o Airton Kramer, diretor do IGP na Serra, a sobrecarga no telhado fez com que as emendas das tesouras (estruturas de sustentação do telhado) cedessem. O excesso de peso, segundo as avaliações, teria sido causado pela fixação de peças de decoração, sistemas hidráulico e elétrico e, principalmente, por painéis solares. Ao todo, eram 300 painéis, que pesavam 7,5 toneladas. Ainda não há detalhes, porém, do quanto a carga excedeu o limite suportado pela estrutura.

— O que cedeu foram as tesouras. Os danos na alvenaria foram consequência — revela Kramer.

Os técnicos realizaram três vistorias, concluídas nesta quarta-feira (22). A emissão do laudo da perícia, porém, ainda depende de outras avaliações e anexação de fotos. Amostras do material metálico da estrutura serão encaminhadas para Porto Alegre para análise em microscópio. A inspeção das fissuras vai permitir descobrir se o rompimento foi instantâneo ou se a estrutura já vinha sofrendo desgaste. A expectativa é que o resultado saia em 90 dias, já que o IGP depende do empréstimo de equipamentos por parte da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). De acordo com Kramer, porém, caso seja necessário, o laudo pode ser emitido antes do relatório com a avaliação das amostras.

O porta-voz da rede Andreazza, Felipe Andreola, disse que a empresa vai aguardar laudos para se manifestar:

— A empresa necessariamente precisa aguardar o resultado do laudo. Vão ser feitas todas as análises necessárias até porque a rede é a maior interessada. Estava tudo certo e de repente não está.

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