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Luto08/05/2019 | 11h54Atualizada em 08/05/2019 | 17h34

Para lideranças, José Angeli foi um semeador das boas ideias e da solidariedade em Caxias

Empresário liderava projetos sociais e ficou reconhecido por sua atuação em diversos setores

Para lideranças, José Angeli foi um semeador das boas ideias e da solidariedade em Caxias Fabianco Finco / Divulgação/Divulgação
Empresário fez parte da história de desenvolvimento econômico da cidade Foto: Fabianco Finco / Divulgação / Divulgação
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Mais do que um administrador de negócios, José Fiorindo Angeli era um semeador da empatia, das boas ideias e da solidariedade. Esse perfil fica muito evidente quando a memória dele é evocada por lideranças, amigos e comunidade. 

O interesse dele pelas pessoas e o impacto da ação humana na natureza embasou a concepção do Projeto Girassol, uma das ações sociais mais duradouras de Caxias do Sul. Criada em 1998 para atender inicialmente estudantes da Escola Municipal Dolaimes Stédile Angeli (que leva o nome da falecida esposa), a iniciativa mantida pela Agrale se expandiu para outros colégios e teve apoio de empresas e do poder público ao longo de tempo. O trabalho consiste em atividades educativas como palestras, oficinas, apresentações culturais, construção de hortas comunitárias e a distribuição de sementes de girassol.

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A trajetória de José Fiorindo Angeli

Para ele, semear a flor que simboliza o projeto social, plantar árvores ou reciclar materiais era algo fundamental não apenas pela questão ambiental, mas também para valorizar as relações sociais, ideal que sempre tentou transmitir para familiares, amigos e comunidade.

Empresário José Angeli no encerramento do Projeto Girassol em 2018, com integrantes da escola Dolaimes Stédile Angeli, em Caxias do Sul.
No final de 2018, Angeli fez questão de ir até a Escola Dolaimes Stédile Angeli para participar das atividades do Projeto GirassolFoto: Giovani Boff / Divulgação

Diversas entidades por onde Angeli passou e outras instituições estão emitindo notas de pesar. A Câmara de Vereadores fará um voto de pesar na quinta-feira, segundo o presidente da casa, Flávio Cassina.

O velório de Angeli está previsto para ocorrer na manhã de quinta-feira (9) a partir das 7h30min no Memorial Capela São José e o sepultamento será na sexta-feira (10), às 9h, no Cemitério Municipal de Caxias do Sul.

Angeli era viúvo da relações-públicas Dolaimes Stedile Angeli. Ele deixa os filhos, Fúlvia, Franca e Sandro; os netos Antonia, Daniel, Luisa e Vicente; os genros José e Bruce; e a nora Valeria.

Confira a repercussão da morte do empresário entre lideranças empresariais e comunitárias:

 — A classe empresarial está enlutada. O Angeli, junto com o sogro (Francisco Stédile) trabalhou para formar pessoas para Caxias, para o Rio Grande do Sul e para o Brasil. Foi uma pessoa visionária em seu tempo e, infelizmente, é mais uma liderança da cidade que se vai, mas é o ciclo da vida. Tive muitas conversas com ele e sempre me dizia que, na sua época, o empresário tinha de pegar a pasta e ir atrás dos clientes. Hoje também precisamos correr atrás dos clientes, mas tem uma diferença: naquele tempo, segundo o Angeli, os empresários precisavam ir brigar até pela mesmo matéria-prima.
Ivanir Gasparin, presidente da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) de Caxias do Sul 

— O Angeli teve uma trajetória na Agrale que começa no início da companhia e passa pelo desenvolvimento da empresa. Sempre foi uma pessoa discreta e de trato afável com todos. Além disso, fora do mundo empresarial, teve uma trajetória em muitas atividades. Sua participação em ações beneficentes era notável. Uma delas foi a criação do projeto Girassol, em que apoia a educação das crianças.
Hugo Zattera, presidente do conselho de administração e diretor-presidente da Agrale 

— O Seu Angeli foi a pessoa da serenidade, da presença, da família. A vida dele foi um somatório de superações e ele somou agregando maturidade e intensificando o amor à família. Além disso, tinha um grande amor ao trabalho. Fazia do trabalho uma continuação do próprio lar e prestava atenção na vida dos funcionários e, no entorno, dava atenção para a comunidade. Foi um homem do bem e conseguiu deixar isso como legado. O Mão amiga é testemunha do quanto ele foi capaz de fazer com o que o bem fosse uma marca na própria família, tanto que a filha Fúlvia idealizou o Piquenique Solidário. Inclusive, o filho Sandro e a nora Valéria fazem parte do Mão Amiga.
Frei Jaime Bettega

— No ano passado, em função das comemorações dos 20 anos do Projeto Girassol, ele esteve aqui na escola e ressaltou os motivos de ter criado essa iniciativa. Para ele, era muito importante promover a cidadania dos alunos. São mantidas até hoje palestras, ações para desenvolvimento pessoal, de valores aqui na escola que leva o nome da esposa Dolaimes. Atualmente, temos uma parcela de 100 alunos que estão diretamente ligados ao projeto, que vão até a empresa Agrale, mas toda a escola participa de alguma forma. Para nós, a perda é uma lástima porque o Seu Angeli sempre esteve envolvido com a gente.
Isabela Canali Santos, diretora da Escola Municipal de Ensino Fundamental Dolaimes Stédile Angeli  - Caic, no bairro Centenário.

— É uma grande perda. Convivi muito com o Seu Angeli e até recentemente trocamos ideias. No Caxias, ele foi presidente do conselho e, por isso, tínhamos essa ligação relacionada ao futebol. Foi uma pessoa muito querida e atuante até os últimos momentos. Como membro do Conselho de Administração da Agrale, o Seu Angeli foi um incansável batalhador pelo crescimento do setor industrial.  Seguindo o legado de grandes líderes empresariais como Raul Randon e Paulo Bellini, José Angeli sem dúvida entra para a história da indústria e da comunidade em que esteve inserido como um verdadeiro exemplo de empreendedor e de ser humano.
Reomar Slaviero, presidente do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul (Simecs).

— É uma perda muito grande em função da representatividade do Angeli como líder. Ele desenvolveu a carreira no Banco do Brasil e acabou tendo um trabalho de impacto no ramo empresarial. Com ele, não tinha tempo ruim. Era uma pessoa afável porque era dono de uma personalidade fantástica e não fazia diferenciação entre as pessoas, seja quem fosse.
Flávio Cassina, presidente da Câmara de Vereadores.

— Além de integrar o Conselho Deliberativo há mais de 30 anos, passando também pela diretoria do clube, Angeli era assíduo nos jogos e  participativo, assim como toda a sua família. Transmitindo sempre muita alegria e confiança, ele foi um verdadeiro exemplo de guerreiro grená.
Roberto Antônio Delazzeri, vice-presidente de comercial e marketing da SER Caxias.

—  José Angeli foi destaque no setor industrial, participou de entidades de classe, clubes, fundou rádios, entre outros, contribuindo para a evolução de Caxias do Sul de maneira geral. Sentimos pela perda, mas sabemos que ele deixou um importante legado para o município no qual nasceu.
Daniel Guerra, prefeito de Caxias do Sul.

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