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Adoção, vidas que se transformam16/10/2018 | 09h30Atualizada em 16/10/2018 | 09h58

É preciso vencer preconceitos para ampliar possibilidade de adotar uma criança

Maria e Antônio estão no perfil da maioria das crianças e adolescentes que aguardam adoção. Há meses, eles encontraram o amor em novas famílias

É preciso vencer preconceitos para ampliar possibilidade de adotar uma criança Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Crianças negras ou com alguma doença são casos considerados pelos profissionais que trabalham na rede de acolhimento de Caxias do Sul de difícil adoção.

Os dados comprovam: os gaúchos são os segundos no ranking de pretendentes habilitados à adoção no país, com 5.612 pessoas no Cadastro Nacional de Adoção. O primeiro é São Paulo, com 9.923. Contudo, é na Região Sul que está a taxa mais alta de pedidos por crianças brancas (96,9%), um dos fatores mais restritivos.

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Outro critério que reduz muito a possibilidade de uma criança ser adotada é a idade. O pedido por crianças com até três anos é o de maior percentual no país, 19,21%. Para adolescentes com até 17 anos e 11 meses, idade limite de acolhimento institucional, o índice é de 0,3%.

Ou seja, se considerarmos a adoção tardia, que inclui crianças acima dos sete anos, o número de pretendentes no país cai para 2.747 – redução de mais de 93% em relação a lista inicial de candidatos. 

No caso de Antônio e de Maria, o desejo de ser pai e mãe foi maior do que o preconceito e mudou as vidas do menino e da adolescente. Ele, negro, e ela, com deficiência prestes a ter de deixar a casa lar onde morava, atualmente, vivem felizes com as famílias adotivas.


 
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