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Adoção, vidas que se transformam15/10/2018 | 07h53Atualizada em 15/10/2018 | 14h48

As crianças e adolescentes precisam querer ser adotados

O tempo que cada acolhido leva para se preparar para ter uma nova família deve ser respeitado

As crianças e adolescentes precisam querer ser adotados Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

Para parte das crianças e adolescentes retirados das famílias de origem, o processo que leva até uma adoção envolve sentimentos como rejeição, medo, desconfiança e desamor e um trabalho de reconstrução de todos esses pilares. É que, antes de entrarem na lista de adoção, os acolhidos precisam estar prontos para terem uma nova família. E aí entram as características pessoais de cada um e as questões psicológicas a serem trabalhadas em cada situação. Esse processo costuma ser lento e precisa ser respeitado.

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Cada criança e adolescente tem o seu próprio tempo para resolver internamente essas questões. Os pais candidatos à adoção também passam por um período de preparação.

– Toda a criança adotada vai testar o amor dos pais adotivos no seu limite. Inconscientemente, a mensagem que elas estão passando aos pais adotivos é: "vamos ver se tu me amas mesmo ou se vais me devolver. Se eu não for aquela criança ou adolescente queridinho e comportadinho, será que vais me amar mesmo?" Daí, eles começam a aprontar na escola, com um vizinho... para testar até onde aquele pai e aquela mãe realmente os ama ou vai devolvê-los diante das dificuldades. Mas eles não fazem isso de forma consciente – explica a psicóloga Marivanda Ló, que trabalha no sistema de acolhimento em Caxias do Sul.


 
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