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Caxias antiga14/03/2018 | 07h30Atualizada em 14/03/2018 | 18h04

Memória: lembranças recheadas de sabor no antigo Pastifício Caxiense

Estabelecimento do bairro São Pelegrino, produtor dos clássicos biscoitos Pérola, foi um dos mais citados pelos leitores na brincadeira virtual "Se diz cria de Caxias, mas..."

Memória: lembranças recheadas de sabor no antigo Pastifício Caxiense Studio Geremia/Acervo pessoal de Maria Beatriz Dal Pont
Setor de empacotamento dos biscoitos Pérola e as famosas latas em 1963 Foto: Studio Geremia / Acervo pessoal de Maria Beatriz Dal Pont

 "Nunca foi com a mãe no Pastifício Caxiense ou passou na frente e sentiu o cheiro de bolacha. Nunca comprou retalho de biscoito no Pastifício. Não sentiu o cheiro de biscoito saindo do pastifício. Não ficou na fila para comprar biscoito avulso lá no Pastifício Caxiense". Todas essas lembranças apareceram na postagem do Facebook que brincava com a atual febre do momento: "Se diz cria de Caxias, mas..."

Não é pra menos. Produtos como os clássicos Biscoitos Pérola e as Massas Diana dominaram a mesa de gerações de consumidores desde 1963, quando as novas instalações da fábrica situada na Rua Feijó Jr., bairro São Pelegrino, foram inauguradas. É desta época a imagem maior acima, do moderno setor de empacotamento dos biscoitos Pérola, já aparelhado com esteiras.

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O novo complexo instalado em 1963 marcou o início à fase áurea da empresa, surgida ainda no início dos anos 1950. Foi quando empresário Martino Dal Pont e os filhos Ary, Dino e Ítalo alugaram uma padaria localizada na Rua Os Dezoito do Forte, pertencente ao Moinho Germani, com a intenção de fabricar massas e biscoitos. 

Em pouco tempo, o sucesso do negócio impulsionou a transferência da fábrica para a Rua Feijó Jr., em frente a atual Galeria Arte Quadros. Já em 1954, a empresa mudou-se para outro ponto da via, exatamente onde, nove anos depois, surgiria o novo e amplo prédio.

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Inauguração das novas instalações do Pastifício Caxiense, na Rua Feijó Jr., em 28 de dezembro de 1963. Na foto, o grupo junto à estampadeira da fábrica de biscoitos, com o sr. Ernesto Dannenhauer (masseiro), o prefeito Armando Biazus, o sócio proprietário Ítalo Dal Pont e o padre Eugênio Giordani.
Inauguração: o grupo junto à estampadeira da fábrica de biscoitos, com o sr. Ernesto Dannenhauer (masseiro, à frente), o prefeito Armando Biazus, o sócio proprietário Ítalo Dal Pont e o padre Eugênio Giordani. Foto: Studio Geremia / acervo de família,divulgação
Estande do Pastifício Caxiense na Festa da Uva de 1965. Na foto, a partir da esquerda, o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, Ottoni Minghelli, Aloísio Barbosa e Dino Dal Pont.
Estande do Pastifício Caxiense na Festa da Uva de 1965. A partir da esquerda, o presidente Humberto de Alencar Castelo Branco, o empresário Ottoni Minghelli (presidente da festa), o juiz Aloísio Maia Barbosa e o sócio-diretor Dino Dal Pont. Foto: Studio Geremia / Acervo de família,divulgação

Cria de Caxias

O Pastifício Caxiense encerrou suas atividades em meados dos anos 1990, mas as lembranças não se apagam, principalmente nas redes sociais. As respostas que mencionavam itens alimentícios e endereços gastronômicos foram as que mais "bombaram" em comentários e lembranças. Definitivamente, quem é "cria de Caxias", passou pelo Pastifício Caxiense.

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