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Memória06/01/2020 | 10h04Atualizada em 22/01/2020 | 20h46

Imigração italiana: as trajetórias de Domenico e Natal Zago

Família chegou ao Brasil em 1881

Imigração italiana: as trajetórias de Domenico e Natal Zago Acervo de família / divulgação/divulgação
O casal Natal Zago e Angela Rech Zago com os 13 filhos em 1912 Foto: Acervo de família / divulgação / divulgação

A recente coluna sobre os 92 anos de dona Anory Maria Zago de Andrade, celebrados em julho, e o Encontro da Família Zago, ocorrido em novembro, em Umuarama, no Paraná, jogam luzes sobre a trajetória do imigrante italiano Natal Zago, avô de dona Anory.

Toda essa história tem início ainda do outro lado do oceano, a partir da união de Domenico Zago com Giovanna Ziliotto, na localidade de Borso Del Grappa, na província de Treviso. O casal de imigrantes teve oito filhos, sendo Natal o primogênito, nascido em 27 de abril de 1872, ainda na Itália — além dele, nasceram por lá Giovanni (João), Antônio e Agostinho. Já em solo brasileiro, o casal teve mais quatro: Sunta Caterina, Angela, Giovanna e Verginio.

Conforme informações repassadas pela família, a travessia rumo aos trópicos ficou marcada pela morte do filho caçula Agostinho, de poucos meses, jogado ao mar — como era bastante comum naquelas jornadas. Passado o traumático episódio, os Zago chegaram a Porto Alegre, então capital da Província do Rio Grande do Sul, em 15 de janeiro de 1881. Juntamente com o patriarca Domenico, 34 anos, a  esposa Giovanna, 32, e os filhos Natal, nove, Giovanni, seis, e Antônio, quatro, migraram também os pais de Domenico: Natale, aos 70 anos, e Giovanna Orbolato 67.

Após a identificação nos órgãos que controlavam a entrada de imigrantes, a família Zago deslocou-se de barco até São Sebastião do Caí, de onde, a pé e em mulas, chegou à Sétima Légua, na antiga Colônia Caxias. Foi lá, que juntamente com outras levas de imigrantes do Vêneto, começou a tomar forma uma comunidade batizada, posteriormente, de Capela Nossa Senhora das Dores.

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Os pioneiros Domenico Zago e Giovanna Ziliotto Foto: Acervo de família / divulgação

O primogênito

Filho mais velho de Domênico e tendo o mesmo nome do avô, Natal Zago veio para o Brasil aos nove anos, em 1881 e, até a virada do século 19 para o 20, viveu na região da Sétima Légua, mais tarde chamada de Capela Nossa Senhora das Dores.

Foi lá que, em 20 de junho de 1892, Natal casou-se com Angela Rech, nascendo dessa união 14 filhos: Antonio, Avelino, Albino, Américo, Lidorino, Luis Domingos, José, Mário, Amélia, Amábile, Joana, Maria (Marieta), Olina e Rosa — todos na foto de 1912 que abre a matéria, exceto Lidorino, que ainda não havia nascido. A matriarca Angela Rech Zago veio a falecer em 13 de maio de 1927. Natal casou-se novamente com Virginia Scopel, advindo de suas segundas núpcias os descendentes Ivo e João Waldemar. 

Natal Zago faleceu em 18 de abril 1941, em São Marcos, antigo distrito de Caxias do Sul, uma das tantas localidades onde a família morou. 

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Foto: Acervo de família / divulgação

A Cappella dei Zaghi 

A religiosidade foi um marco da família Zago. O italiano Natale, pai de Domenico Zago e avô de Natal, construiu, em Borso del Grappa, uma capela em homenagem à Madonna dell’aiuto, a Nossa Senhora Auxiladora, conhecida até hoje como Cappella dei Zaghi (na foto acima, em 2005, quando da visita do casal Irene e Almiro Zago, bisneto de Domenico). Abaixo, o brasão da família Zago.

Foto: Acervo de família / divulgação

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