Desfile cênico em dois endereços e acesso aos Pavilhões de tirolesa: veja novidades da Festa da Uva 2019 - Cidades - Pioneiro

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32ª Edição14/02/2018 | 09h00Atualizada em 14/02/2018 | 09h00

Desfile cênico em dois endereços e acesso aos Pavilhões de tirolesa: veja novidades da Festa da Uva 2019

Faltando pouco mais de um ano para o evento, comissão adianta surpresas planejadas

Desfile cênico em dois endereços e acesso aos Pavilhões de tirolesa: veja novidades da Festa da Uva 2019 Jonas Ramos/Agencia RBS
Foto: Jonas Ramos / Agencia RBS

Chegar em fevereiro de 2018 sem dar início à contagem regressiva para a Festa da Uva pode soar um pouco melancólico em Caxias do Sul. Afinal, estaríamos a poucos dias do início da 32ª edição, prevista para começar em 22 de fevereiro. O dia e o mês de permanecem os mesmos, mas adiada por falta de recursos para 2019, a festa começa a sair do papel aos poucos. A presidente da comissão comunitária da Festa, Sandra Randon, adianta novidades em todos os quesitos: escolha da rainha, desfile, shows, acesso ao parque, entre outros itens.

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A ideia de sair do comum e apresentar tantas inovações pode soar arriscado, mas é a estratégia que a comissão usa para repetir a vinda dos mais de 900 mil visitantes da última edição — e, mais que isso, despertar o desejo do visitante de retornar aos Pavilhões durante o evento.

— Temos grande preocupação em atrair o turista. O que fará ele sair de São Paulo e não ir para a Festa da Uva de Jundiaí, que é do lado, e vir para Caxias? Ele precisa pensar: vou ir lá ver porque não acredito que é possível fazer diferente. Temos uma estrutura física de parque que é pouco explorada para o turista passar lá — descreve Sandra.

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Uma das novidades que promete impactar o público envolve o desfile cênico. Além de estar garantido na programação, Sandra afirma que ele ocorrerá em dose dupla. Ou seja: será diurno e noturno, e em dois cenários da cidade — não necessariamente nas ruas Sinimbu ou Plácido de Castro, adianta. Confira os planos da comissão comunitária para a próxima edição da Festa da Uva.

AS NOVIDADES

Desfile
Entre as definições, a organização adianta que serão dois formatos de desfile: diurno e noturno (em 2016, foi apenas à noite). Eles ocorrerão em dois pontos diferentes — e não há garantia de que o cenário seja a Sinimbu ou a Plácido de Castro, ruas que já sediaram os desfiles. Um cenário será fixo e outro itinerante, adianta Sandra.

— O que está concreto é que acontecerá. E que teremos os dois formatos, noturno e diurno. Mas não vão ser no mesmo dia. A comunidade está sendo consultada sobre o local porque queremos entender o que há de mais importante na Sinimbu e na Plácido. Não queremos algo que atrapalhe — explica a presidente.

Além do desfile ser apresentado em dois formatos e em diferentes pontos da cidade, a intenção é oferecer aos turistas e moradores de Caxias do Sul a oportunidade de desfilar. O interessado poderá comprar um ticket, escolher a fantasia que gostaria de usar e participar do desfile, prática que já ocorre em eventos como a Oktoberfest de Blumenau.

— Por que não abrir para pessoas que não estão envolvidas com a comissão e querem participar? Abrir a chance da pessoa alugar sua roupa e em tal trajeto poder visitar? Abrir isso para o turista também? — provoca Sandra.

Segundo ela, além de proporcionar uma experiência diferente ao visitante, o aluguel movimentará a mão de obra local, já que o traje será confeccionado, alugado, lavado e reutilizado. Assim, lavanderias e costureiras estariam envolvidas com o trabalho.

Acesso aos Pavilhões

A ideia é que o visitante possa escolher entrar nos Pavilhões de diversas formas. Uma das alternativas é pela tirolesa: a pessoa que decidir participar irá presa em uma cabo de aço aéreo, ancorado entre dois pontos. O praticante se desloca por meio de roldanas conectadas, que dão velocidade a uma altura ainda não definida. Assim, o desembarque no Pavilhão 2 deve ser cheio de adrenalina. Outra alternativa é a chegada de carretão, o popular tuc-tuc, em um divertido passeio que se encerra dentro dos Pavilhões. Parcerias para estas propostas estão sendo formalizadas pela equipe da Festa.

Outro diferencial já definido, segundo Sandra, é que o turista não precisará percorrer os Pavilhões de forma induzida, ou seja: ele pode começar o passeio pelo acesso que desejar, sem ter de, necessariamente, passar pelos corredores que a organização pré-define, como sempre ocorreu.

Shows

Nenhum contrato está assinado, despista a presidente. Ela diz que a tendência é que siga a agenda de shows nacionais, como nos anos anteriores. Haverá também shows diurnos para que a família inteira possa conferir — direcionando os espetáculos noturnos para o público jovem.

Funcionamento da feira

O que está em discussão, segundo a presidente, é a abertura dos Pavilhões às segundas-feiras. A tendência é que a feira não funcione neste dia, e que sejam comercializados passeios para que os turistas visitem os distritos neste dia e possam conhecer a essência do colono in loco.

—Os Pavilhões precisam mesmo abrir de segunda a segunda? E se não abrir um dia e levarmos esses turistas para as comunidades? Assim, nós falamos e mostramos que a festa realmente não vai ser só nos Pavilhões. É uma tendência forte — adianta.

Escolha da rainha

A equipe ainda não divulga detalhes da celebração que ocorre no dia 19 de maio, nos Pavilhões. Sabe-se que a coroa que a nova soberana usará será desenhada por alunos do curso de Design da Universidade de Caxias do Sul (UCS), em concurso que começará após o início do ano letivo. O formato de arquibancada e passarela será mantido, garante Sandra. No entanto, ela adianta que as novidades envolverão a comunidade e sua participação no dia da escolha.

— Há surpresas que não poderemos adiantar porque as candidatas só saberão na hora. Nós queremos que no dia da escolha a candidata se sinta como se estivesse saindo de uma casa da colônia. Queremos marcar este momento intensamente, queremos que seja único quando ela ouvir chamarem o seu nome— adianta Sandra.

Experiência Festa da Uva

A missão de proporcionar sensações diferentes e que marquem ainda mais a uva, seu aroma e seu sabor está sendo pensada pela equipe. Ao chegar no aeroporto e na estação rodoviária, por exemplo, o turista já receberia uva para provar, além de fôlderes com a programação para ir visitar os Pavilhões. As experiências, acredita Sandra, são o foco para fazer com que o visitante aproveite o passeio aos Pavilhões em seu conceito máximo.

— Há uma área enorme para arborismo, uma estrada construída especialmente para andar de bicicleta, a gruta de Nossa Senhora, o parreiral, a Via Sacra... O visitante pode ter um passaporte que será carimbado nesses pontos, dentro do parque, e ao final do passeio ganha um copo, uma garrafa de suco, algo assim. A estrutura toda está preparada para isso — garante Sandra.

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