Guarda Municipal acompanhará saída dos ônibus nesta segunda, em Caxias do Sul - Cidades - Pioneiro

Paralisação19/03/2017 | 17h44Atualizada em 19/03/2017 | 18h12

Guarda Municipal acompanhará saída dos ônibus nesta segunda, em Caxias do Sul

Brigada Militar (BM) terá efetivo de prontidão

Guarda Municipal acompanhará saída dos ônibus nesta segunda, em Caxias do Sul Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Os trabalhadores da concessionária lutam pelo reajuste salarial previsto no dissídio anual, mas a Visate recusa-se a repassar o aumento alegando que enfrenta problemas financeiros Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS
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A Brigada Militar espera que uma questão trabalhista não vire caso de polícia, mas garante que estará mobilizada e atenta às manifestações dos trabalhadores do transporte coletivo de Caxias do Sul, que entrarão em greve por tempo indeterminado a partir desta segunda-feira. Uma liminar da Justiça do Trabalho exige 70% dos ônibus circulando nos horários de pico em Caxias do Sul (das 5h30min às 8h30min e das 17h às 20h). Nos demais horário, a determinação Tribunal Regional do Trabalho é de 40% da frota esteja à disposição dos passageiros.

Na sexta-feira, o comandante do 12º Batalhão de Polícia Militar (12º), major Jorge Emerson Ribas, participou de uma reunião na prefeitura e, por telefone, falou com o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários. 

— Estaremos atentos à movimentação e preocupados que não ocorra nenhum excesso por nenhum lado envolvido. Queremos ficar o máximo possível fora do centro dos acontecimentos. Torcemos que tudo ocorra dentro da normalidade. Nossa intenção é assegurar o direito de todos — afirma.

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O planejamento inicial é estar próximo as Estações Principais de Integração (EPIs), próximo ao Monumento do Imigrante e no bairro Floresta, para evitar distúrbios. Uma tropa reserva ficará de prontidão no quartel. O major Ribas diz que a BM não recebeu nenhuma solicitação da Visate ou demanda judicial. Além de manter sua atuação nas EPIs, a Guarda Municipal irá atuar na garagem da Visate. O auxílio para evitar transtornos já havia sido colocado à disposição da Visate pela prefeitura na semana passada.

— Uma representação ficará junto ao acesso da empresa para verificar se haverá bloqueio da saída dos ônibus e intermediar a liberação dos veículos. Se não houver sucesso, iremos acionar a BM para garantir o serviço a população — aponta.

Os trabalhadores da concessionária lutam pelo reajuste salarial previsto no dissídio anual, mas a Visate recusa-se a repassar o aumento alegando que enfrenta problemas financeiros devido ao congelamento do preço da passagem a R$ 3,40. A empresa exige uma tarifa de R$ 4,25, mas o prefeito Daniel Guerra já sinalizou que o assunto está encerrado, pois o Conselho Municipal de Trânsito e Transportes não viu razões para aumentar a passagem. Sindicato, Visate e prefeitura não chegaram um acordo numa audiência de conciliação promovida pela Justiça na quinta-feira passada.

 

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