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A redenção21/12/2013 | 07h41

Vice-presidente do Juventude Roberto Tonietto revela, seis anos depois, o que deu errado na parceria com a Red Bull

Contrato com a OAS é a volta por cima depois da frustração

Vice-presidente do Juventude Roberto Tonietto revela, seis anos depois, o que deu errado na parceria com a Red Bull Roni Rigon/Agencia RBS
Roberto Tonietto faz ressalva que os próximos dois anos serão cruciais para o clube Foto: Roni Rigon / Agencia RBS
Rodrigo Chernhak, especial

rodrigo.chernhak@pioneiro.com

Para o vice-presidente do Juventude, Roberto Tonietto, a concretização da parceria com a OAS tem sabor especial depois da derrocada com a Red Bull em 2007. Eleito quarta-feira pelos conselheiros para compor a nova Diretoria Estatutária junto com Raimundo Demore e Jones Biglia, Tonietto revelou o que deu errado para a multinacional que fabrica bebidas energéticas não ter fechado negócio há seis anos.

A parceria seria muito superior à Era Parmalat. Como o clube estava na Primeira Divisão do Brasileiro, cerca de R$ 65 milhões seriam injetados somente no primeiro ano. Também havia planos para deixar o Jaconi em um padrão europeu e fazer da Adidas a fornecedora do material esportivo. Depois de 12 meses de conversações, não houve acordo e o assunto não foi esclarecido publicamente.

— Hoje dá para falar melhor. Eu fiz todo o projeto, tinha contato direto com o presidente da Red Bull mundial, o Dietrich Mateschitz. O vice financeiro deles veio a Caxias várias vezes, inclusive ficou uma amizade entre nós, e aos 45 minutos do segundo tempo levamos uma bola nas costas. Na verdade, toda negociação foi feita com o Juventude e a Red Bull da Áustria, e não passou pelo crivo da Red Bull do Brasil. Como na época a Red Bull Brasil era, senão a maior, uma das maiores receitas da Red Bull mundial, o presidente da Red Bull Brasil não gostou nada da atitude do CEO da Áustria. Deu problema e o Dietrich cancelou todo o projeto. O grande prejudicado foi o Juventude — revela Tonietto, que estava à frente do setor financeiro à época

No início do ano passado, Tonietto atendeu a um pedido de Raimundo Demore para assumir a vice-presidência administrativa e montar o projeto para atrair, novamente, um grande parceiro. Chegou até Gilmar Veloz, que também esteve por dentro das negociações com a Red Bull. Depois da frustração anterior, a OAS surge como a redenção do trabalho de Tonietto.

— Esses parceiros são a volta por cima. Foi uma frustração muito grande na época, um trabalho longo e árduo e que não deu certo. Agora, não levo isso como uma coisa pronta. Digo que passamos no vestibular, mas nada mais que isso. Se não fizer a faculdade, se não trabalhar nos próximos dois anos para se formar, não vai ter adiantado passar no vestibular — avisa.

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