Maioria dos salões de beleza de Caxias do Sul não têm plano B para reagir à crise do coronavírus - Economia - Pioneiro

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Efeitos01/04/2020 | 18h29Atualizada em 01/04/2020 | 18h51

Maioria dos salões de beleza de Caxias do Sul não têm plano B para reagir à crise do coronavírus

 Área da beleza está entre as mais afetadas pela pandemia da covid-19

Maioria dos salões de beleza de Caxias do Sul não têm plano B para reagir à crise do coronavírus Lucas Amorelli/Agencia RBS
Jessica Zanchin e a funcionária Michelle Pegoraro. "Estamos muitos assustadass e sem saber o que fazer" Foto: Lucas Amorelli / Agencia RBS

A drástica redução de movimento dos consumidores, provocada pela pandemia do coronavírus, levou ao fechamento por tempo indeterminado dos mais de 2,4 mil salões de beleza de Caxias do Sul. Os dados são da Secretaria de Desenvolvimento Econômico. O decreto do governador do Estado publicado nesta quarta-feira (1º) voltou a restringir as atividades até, pelo menos, dia 15 de abril. A decisão está deixando a maioria dos proprietários em pânico. Uns tentam reagir, mas a maioria ainda não vê uma luz. 

— Estou desesperada — revela a manicure Jéssica Zanchin.

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Com mais de 20 anos trabalhando na área, ela abriu seu atelier em dezembro de 2019 e está vendo seu negócio afundar caso não haja uma mudança de cenário em breve. Investiu tudo o que tinha no novo espaço.

— Não tenho um plano reserva. Vou tentar pagar o aluguel, água e luz do atelier e da casa referente a março. 

E depois?

— Depois, preciso decidir se como ou pago as contas.

Ela torce para que tudo volte ao normal, mas, mesmo assim, é preciso saber se a maioria das clientes vai voltar. Uma das estratégias, assim que retornar às atividades, é oferecer descontos para atrair as consumidoras.

— Tenho uma clientela fiel. Precisamos nos unir e nos ajudar.

Sirlei Pereira também diz estar perdida com a situação. Ela também integra o grupo das pequenas empresas que precisam sobreviver às próprias custas. 

— Estou assustada e com medo — profere.

Há 16 anos no mercado, ela viu a sua clientela desaparecer de uma hora para outra.

— Entendo o isolamento, tenho família, mas o governo tem que fazer algo para manter os pequenos negócios.

A cabeleireira Claudete Nicoletto tem como carro-chefe pessoas da terceira idade, orientadas a ficarem em casa. E desabafa:

— Sou a única fonte de renda da família. Não sei o que vai ser. Estou com muito medo.

No Salão Meredith, fechado desde 20 de março, a sócio proprietária Evandra Pellizzari também não sabe o que fazer. Com despesas e funcionários fixos para pagar, vê a preocupação aumentar a cada dia.

— Temos procedimentos que precisam ser mantidos nos períodos marcados, caso contrário vai comprometer o tratamento. E não podemos fazer – reclama.

NOVO DECRETO

O secretário de Urbanismo, João Uez, diz que que o novo decreto do Estado publicado nesta quarta-feira ainda está sendo estudado pelo governo municipal. Segundo ele, o artigo 5, parágrafo 2, inciso 5º, não deixa claro se os salões de beleza podem ou não voltar à atividades.

— O artigo diz que serviços com atendimento ao público estão proibidos. Por enquanto, esta decisão será mantida.

E argumenta:

— É um trabalho que exige contato físico. Por isso, precisa ser analisado com cautela.

A prefeitura, informa Uez, está ajustando um decreto municipal que deve ser publicado ainda nesta quinta-feira (2) em que vários itens serão detalhados. 

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