Economia de Caxias do Sul começa o ano no vermelho - Economia - Pioneiro

Crise 07/03/2017 | 17h50Atualizada em 08/03/2017 | 09h44

Economia de Caxias do Sul começa o ano no vermelho

Desempenho de janeiro foi divulgado ontem. Comparado com dezembro de 2016, a queda foi de - 17,2%. Nos últimos 12 meses, - 10,9% 

Economia de Caxias do Sul começa o ano no vermelho Marcelo Casagrande/Agencia RBS
Lojas fechadas no centro da cidade estão entre os reflexos do desempenho negativo da economia caxiense Foto: Marcelo Casagrande / Agencia RBS

O mês de janeiro de 2017 não vai deixar saudade. Pelo menos para os empresários caxienses. Comparado com dezembro de 2016, o tombo na economia alcançou os - 17,2%. O comércio foi o que mais sentiu a queda: - 40,9%. No acumulado dos últimos 12 meses, o recuo da economia está em - 10,9%.Para do diretor de Economia, Finanças e Estatísticas da CIC de Caxias do Sul, Astor Schmitt, os números vermelhos são factuais. Ele se refere ao período de férias, em que muitas empresas param e milhares de caxienses saem da cidade.

—Apesar do desempenho acumulado ainda ser negativo, estamos caminhando na direção do zero — destaca o economista.

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Em fevereiro de 2016, o índice batia o patamar de - 19,2%.

— A economia caxiense estava num poço de 19 metros de profundidade. Em um ano, já subimos nove. Ainda faltam 10 metros para zerarmos os índices e começarmos a crescer.

Ele avalia essa lenta caminhada com otimismo. O diretor lembra que a inflação está baixando, os juros estão caindo e alguns investimentos internos (no país) começaram a fluir. Por outro lado, o câmbio está prejudicando as exportações (em janeiro caíram -35%) e as linhas de crédito ainda estão muito seletivas.

— Essas duas variáveis restringem a retomada do crescimento. Está ficando tentador importar e viajar para o Exterior— alerta.

Janeiro fechou com saldo positivo de 726 vagas de trabalho. O número foi puxado pela agropecuária, que empregou 548 trabalhadores.

— Não tomem este número como tendência, pois estamos colhendo uma das maiores safras de grãos. Em março, o números de empregos devem voltar a cair — prevê o economista.

O comércio

Basta fazer um passeio pelas ruas centrais da cidade para se deparar com dezenas de salas fechadas. Um dos reflexos está no desempenho apresentado ontem. Queda histórica de 40,9%.

— Enquanto a indústria tenta recuperar o fôlego, o comércio tropeça — lamenta o assessor de Economia e Estatística da CDL, Mosár Leandro Ness.

Segundo ele, os lojistas vivem um movimento de expansão e retração. Ou seja, altos e baixos. Para Ness, a abertura de novas lojas na cidade só deve acontecer daqui a oito meses.

— Houve uma destruição das taxas de lucro. Sem lucro, não há investimento.

A inadimplência também está numa linha crescente. Janeiro fechou com quase 76 mil pessoas endividadas.

 
 

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